GRANDE ESTRÉIA

NOS CINEMAS JAPONESES

Amanhã, dia 1 de novembro, estréia em todo Japão o aclamado épico do grande John Woo, Red Cliff.

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Praticamente todos os meus amigos admiradores de cinema asiático já tem uma cópia desse filme, mas eu resolvi esperar um pouco pra ter o prazer de vê-lo no cinema em toda a sua glória original!

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Apesar de atualmente eu ter todo o tempo livre do mundo pra conferir logo esse filme, eu só irei ao cinema na quinta feira pois é dia de promoção e os ingressos custam quase a metade do preço!!! Por enquanto fiquem só com os scans em alta resolução dos folhetos de divulgação. É só clicar nas imagens para ampliá-las.

E não deixem de ler as ótimas críticas dos meus amigos Heráclito Maia e Jorge Soares.

ICHI

Primeira Impressão

Japão, 2008

Direção : Fumihiko Sori

Elenco : Haruka Ayase, Takao Osawa, Shido Nakamura, Riki Takeuchi, Yosuke Kubozuka, Tetta Sugimoto

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Antes de Ichi o único filme do diretor Fumihiko Sori que eu já tinha assistido era Ping Pong, um filme que muita gente achou genial, mas eu achei simplesmente chato. Infelizmente Ichi também segue a mesma linha.

Quando vi aquele pequeno teaser que postei em maio, achei que fosse um chambara comercial de ritmo ágil estilo Azumi. Mas pelo trailer oficial já vi que não seria bem assim.

Ichi basicamente tem todos os elementos que não gosto num filme de ação : ritmo moroso, excesso de slow motion nos combates, sangue digital e duração maior do que o necessário devido, principalmente, às famigeradas "pausas de efeito" que todo diretor que se acha sofisticado insiste em usar.

Riki Takeuchi e Shido Nakamura interpretam os vilões mais exagerados e estereotipados que já vi. Shido é o chefão dos bandidos que é caolho e tem o rosto deformado, e Riki faz exatamente a mesmíssima coisa que fez nas centenas de filmes de Yakuza que ele vem fazendo nos últimos 20 anos. Interpretação cartunesca e irritante.

Provavelmente o único ponto positivo desse filme foi algo que li num comentário no site Twitch : a sexualização do personagem Zatoichi pra ter mais apelo pro público otaku. Tenho certeza que nem o mais ardoroso fã de Shintaro Katsu vai reclamar de ver a gracinha da Haruka Ayase fatiando bandidos em cena.

Haruka AyaseHaruka Ayase

Fotos da Haruka muito mais interessantes do que o filme.

Mas só isso é muito pouco pra dizer que é um filme recomendável pra quem quiser ver um bom filme de ação.

Com certeza vai ter muita gente que vai adorar esse filme. Já eu, sinceramente, achei decepcionante.

Nota : 4,5

THE SHAOLIN MONK FIGHTS BACK

(aka THE WANDERING MONK)

遊方和尚

Taiwan, 1980

Direção : Cheung Wang Gei

Elenco : Lin Hsiao Hu, Lee Bing Hung, Tsai Hung, Cliff Ching Ching, Chan Chau Yin

Com um elenco de desconhecidos,onde o único rosto familiar pra mim é o vilão interpretado pelo veterano Tsai Hung, eis um filme que eu realmente não esperava muita coisa e tive uma bela surpresa!

Um garoto rebelde (Lin Hsiao Hu) decide aprender kung fu com um monge viajante (Lee Bing Hung) pra se vingar de um falso médico que matou seu pai e transformou sua mãe numa prostituta. Ao chegar numa cidade tiranizada pela seita Ying Yang, ele descobre que o líder dessa seita é o assassino de seu pai.

Cansados dos abusos cometidos por essa seita, o garoto, alguns mestres de kung fu e agentes do governo juntam forças para armar uma emboscada e prender o líder da seita.

Nesse enredo mais do que clichê, o monge que dá nome ao filme é praticamente um personagem secundário. A luta que fecha o filme é entre ele e o líder da seita, mas sua participação no geral é relativamente pequena.

As lutas são boas, nada tão extraordinárias como os clássicos de Joseph Kuo ou Jackie Chan, mas satisfatórias. Na verdade o que faz falta nas coreografias são aquelas macaquices que dão charme aos filmes de Li Yi Min, Yuen Biao e dos Venoms.

Talvez por isso a performance do garoto seja meio apagada se comparado a outros garotos prodígios de filmes de kung fu. Ele luta mais como um adulto, sem fazer muito proveito da agilidade característica da pouca idade.

Mas de um modo geral, The Shaolin Monk Fights Back é um shape bem decente e redondinho que, se não é uma obra tão marcante dentro do gênero, pelo menos fornece 1 hora e meia de ótimo entretenimento.

Nota : 7,0

Curiosidade

A primeira coisa que notei nesse filme é que Lee Bing Hung, o ator que faz o monge do título, nem parece chinês, mas no máximo um mestiço que lembra bastante Reese Madigan, aquele ator americano que foi protagonista do tolo American Shaolin, uma daqueles filmes que o estúdio independente de Hong Kong Seasonal Films (o mesmo estúdio que produziu Drunken Master) produziu nos EUA pra tentar penetrar no mercado americano.

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