NÃO PERCAM NAS LOCADORAS
FLASHPOINT

A capa brasileria
Segundo alguns sites de pré-lançamentos em DVD's no Brasil, o tão badalado Flashpoint, terceira parceria entre Donnie Yen e Wilson Yip, chega às locadoras de todo Brasil no dia 13 desse mês pela Focus Filmes.
Imperdoavelmente eu ainda não tive oportunidade de assistir Flashpoint, mas todos as resenhas já publicadas nos blogs amigos foram só elogios! Confiram os comentários nos blogs dos meus brothers Herax, Luiz Alexandre, Leandro Caraça e Wellington.
Trailer
DOIS FILMES IMPERDÍVEIS
CHOCOLATE
Enquanto o aguardadíssimo Ong Bak 2 não fica pronto (ouvi rumores de que esse projeto foi cancelado, quem souber de algo me avise) Prachya Pinkaew apresenta sua nova estrela, a graciosa mas poderosa Nicharee (ou Yanin) "Jeeja" Vismitananda, uma tailandesa linda nascida em 31 de março de 1984, especialista em taekwondo e, assim como Tony Jaa e Dan Chupong, discípula do mestre dos filmes de ação tailandeses, Panna Rittikrai.

Em Chocolate, Jeeja é uma garota autista viciada em chocolate - daí o nome do filme - que tem a incrível capacidade de aprender a lutar apenas assistindo a filmes de luta. Quando sua mãe fica doente, ela descobre que a Yakuza (isso mesmo, a máfia japonesa!) deve dinheiro à sua família e vai atrás deles pra conseguir o dinheiro pra tratar da mãe.


Ela já está sendo anunciada em todos os lugares como a versão feminina de Tony Jaa, e pelo que podemos ver no trailer, ela realmente sabe dar porrada, além de encarar todas as cenas perigosas, não usar cabos e se machucar de verdade!
Chocolate estreou na Tailândia no dia 7 de fevereiro, e alguns sites já publicaram resenhas usando adjetivos como "espetacular" e "espantoso" pra atiçar mais ainda a curiosidade dos fãs do atual cinema de ação tailandês.
Site Oficial Do Filme: http://www.chocolate-movie.com/
Site Oficial Da Jeeja : http://yaninfanclub.com/
THE MACHINE GIRL
Da mesma equipe que fez as doideiras Death Trance - O Samurai Do Apocalipse e Meatball Machine!


É incrível a criatividade dos japoneses pra produzir filmes violentos e divertidos! Pelo trailer percebe-se que não é um filme pra se levar a sério, ainda mais que as duas atrizes principais são Yuma Asami e Honoka, duas das atrizes pornôs mais populares da atualidade. Uma pesquisa de leve na internet e dá pra se achar muito material "picante" delas.


Não tenho nem muito o que comentar sobre esse filme. O trailer fala por si só.
Que KILL BIIL que nada! The Machine Girl é que é um filme de mulher vingadora!!!!!
Provavelmente esse filme será exibido em poucos cinemas pelo Japão, e tenho quase certeza que não virá pra Nagano, mas assim que sair o DVD pra pré-venda no Amazon.jp ou no CD Japan, já vou deixar a minha cópia encomendada!!!!!
HAYATE–BASEMENT FIGHT
Japão, 2004
Dir : Naoki Takeda
Elenco : Satoshi Matsuda, Mitsuho Otani, Takeshi Yoshioka, Kenji Matsuda, Asuka Shimizu, Shun Sugata, Yoshiyuki Yamaguchi
O mercado de filmes Direct-To-Video no Japão é bem movimentado. Todos os meses são produzidos vários filmes independentes de vários gêneros, com qualidade variando do "primoroso" ao "sofrível". E por serem bem underground , poucos desses filmes têm a sorte de serem lançados no ocidente e virarem cult como a série splatter/gore Guinea Pig ou a série girls with guns Zero Woman.

Hayate – Basement Fight é um desses filmes que nunca saíram do Japão.


O enredo é tão básico que parece mais um video game de luta. Três jovens com habilidades em artes marciais são raptados pra participarem de um jogo numa fábrica abandonada organizado por um mafioso viciado em luta. Se eles conseguirem derrotar todos os lutadores espalhados pela fábrica, estão livres. Caso não consigam, morrem.


Francamente, tem jogos de Game Boy com um enredo mais bem elaborado que esse. Mas é claro que a intenção do diretor Naoki Takeda não foi ganhar um prêmio de melhor roteiro, mas sim produzir um filme de ação puro e simples. E apesar do filme esbarrar no já tradicional problema de orçamento limitado, o que vemos aqui é uma tentativa sincera de fazer um genuíno filme de luta ao estilo asiático. E frisei a palavra "tentativa" porque, apesar da boa vontade, o diretor pecou num detalhe básico : os protagonistas não convencem! Satoshi Matsuda (que já foi Kamen Rider Ryuki em 2002) é magrelo e falta força nos seus golpes. Takeshi Yoshioka (que já foi Ultraman Gaia em 98) não é mirrado como Matsuda, mas também não consegue transmitir muita firmeza nos golpes. A única que realmente me agradou foi a gatinha Mitsuho Otani, que tem uma performance até que bem aceitável com um par de tonfas.


Mas não pensem que esse roteiro simplório seja sinônimo de ação non-stop.Talvez pra tentar dar um pouco mais de profundidade aos personagens, o diretor encheu o filme de flashbacks pra explicar porquê eles foram escolhidos para participar do jogo. E fora esses flashbacks, por algum motivo que eu não consegui entender, as cenas com diálogos são uma chatice só. Como a estória não era importante, tinha horas em que eu pulava os diálogos e já ia direto pra cenas de lutas.


E falando nas lutas, um dos aspectos positivos da falta de grana nesses filmes independentes é que assim as lutas são feitas mais "na raça", sem o auxílio de cabos ou CGI. E mais, todas as lutas foram filmadas em tomadas longas, ângulos panorâmicos e com poucos cortes e closes, como nos filmes de kung fu old school. No entanto, o fato de terem sido filmados em vídeo fazem as lutas perderem muito impacto. Mas pelo menos o diretor não acelerou as cenas de luta como Donnie Yen fez em Fist Of Fury, também filmado em video.


Enfim, apesar de toda a boa vontade, Hayate – Basement Fight é um filminho que nada acrescenta ao gênero e provavelmente logo será esquecido nessa enxurrada de produções Direct-To-Video que abundam no mercado japonês.
Curiosidade
É estranho, mas tanto no site CD Japan quanto no YesAsia esse filme é chamado de Shippu – Basement Fight. Segundo o meu pai, que fala e lê japonês fluentemente, "shippu" seria uma forma alternativa (mas incorreta) de se ler os ideogramas 疾風 . O certo seria "hayate" mesmo. E pra não haver nenhuma dúvida quanto a isso, os produtores colocaram "hayate" bem claramente em letras romanas na capa, mas parece que os funcionários do CD Japan e do YesAsia (que aparentemente não sabem ler bem japonês) ignoraram ou não perceberam esse detalhe...

Detalhe Da Capa
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