THE TOUCH

天脈傳奇

Hong Kong, 2002

Direção : Peter Pau

Elenco : Michelle Yeoh, Ben Chaplin, Brandon Chang, Richard Roxburgh, Margaret Wang, Kenneth Tsang

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Michelle Yeoh é Yin, uma das últimas remanescentes de uma linhagem de acrobatas que na verdade descendem de antigos monges tibetanos que precisam proteger a Sharira, uma sagrada relíquia budista que está escondida num local inacessível a pessoas comuns.

Quando um colecionador inescrupuloso, Karl (Richard Roxburgh), surge querendo se apossar da Sharira, Yin parte numa longa jornada ao lado de Eric (Ben Chaplin), sua antiga paixão,  pra tentar achar a relíquia antes de Karl e continuar a missão de seus ancestrais.

Eis um filme que eu não esperava muita coisa ... e realmente não é grande coisa mesmo! No geral The Touch lembra muito O Mito (The Myth) de Jackie Chan pela grandeza da produção, excesso de CGI e clima romântico onipresente. E assim como O Mito, achei The Touch uma lástima...

Por ser o primeiro filme de Yeoh como produtora, ela resolveu investir alto visando o mercado mundial, com um elenco internacional, locações exóticas e diálogos em inglês. Só que infelizmente ela investiu também numa tendência que estava em alta na época, conhecida pejorativamente como Matrix Action, ou seja, lutas espalhafatosas carregadas de wire-works e CGI.

As coreografias (a cargo do ex-Venom Phillip Kwok, com quem Michelle Yeoh já tinha trabalhado em 007 O Amanhã Nunca Morre) são ótimas, o que estraga mesmo é esse tal de Matrix Action!!!!! Por exemplo, uma das melhores seqüências do filme é uma cena em que Yin invade a mansão de Karl pra salvar Eric usando a sua echarpe como arma.

No entanto, o engenhoso uso da echarpe é quase que completamente gerado por computador, sem contar que todos os saltos e voadoras são auxiliadas por cabos, resultando em lutas completamente artificiais e sem a mínima empolgação. Uma pena, pois Michelle Yeoh em vários momentos demonstra estar em excelente forma física, mais flexível do que nunca, no alto dos seus 40 anos na época.

Outra seqüência estragada pelo excesso de CGI é no clímax. Ao entrar na caverna onde está escondida a Sharira, são acionadas todos os tipos de armadilhas imagináveis, bem à lá Indiana Jones. No roteiro, essa seqüência tinha tudo pra ser espetacular, mas na tela, o resultado ficou tão, mas tão falso que deu até dó...

Tem uma cena que achei particularmente interessante e, por quê não, engraçada. Dirigindo pelo deserto, Eric resolve ligar o rádio do carro e comenta com Yin : “Ei! Eu conheço essa música!”. E começa a cantar junto. Essa cena não teria nada de mais se a tal música não fosse um grande sucesso da finada superstar Teresa Teng cantado em mandarim! Na entrevista exclusiva com a Michelle Yeoh que tem nos extras do DVD japonês é até perguntado de quem foi a idéia de fazer Ben Chaplin cantar em mandarim.

Quem gostou de O Mito pode conferir The Touch sem medo. O filme é bem produzidinho e até se deixa assistir, apesar do roteiro manjado. Mas quem não gostou : FUJA!!!

 

Nota : 3.0

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