AZUMI 2 – DEATH OR LOVE

Primeira Impressão

Poster

Já fazem umas três semanas que assisti no cinema Azumi 2-Death or Love, seqüência de Azumi, de 2003. Eu deveria ter escrito essa resenha um pouco mais cedo, mas como esse filme ainda não estreou em nenhum outro país fora o Japão, acho que ainda estou em tempo, he, he, he.

 

Como eu tinha adorado Azumi, assim que anunciaram as filmagens de Azumi 2 já fiquei entusiasmado! Porém a curiosidade maior era ver como Shusuke Kaneko se sairia dirigindo um filme cuja primeira parte tinha sido dirigida pelo Ryuhei Kitamura, conhecido e admirado pelo seu estilo vibrante e de grande capricho visual. O estilo de cada um é bem distinto, e isso ficou evidente em várias partes. Mas Kaneko já tinha anunciado à imprensa que não imitaria Kitamura, mas faria um grande filme de ação à sua maneira.

 Kitamura e Kaneko

Ryuhei Kitamura e Shusuke Kaneko na première de Azumi 2 em Tóquio

Azumi 2-Death or Love continua exatamente do lugar onde parou o primeiro. Azumi, uma assassina adolescente, precisava assassinar 3 senhores da guerra pra manter a paz no Japão feudal. No primeiro filme ela só mata 2. Nesse segundo filme, Masayuki Sanada (Mikijiro Hira), o último oficial do governo que precisa ser eliminado, já fica preparado ao saber do assassinato dos outros dois. Pra isso ele providencia um exército de ninjas, além de ter 2 guarda-costas violentíssimos e uma esposa guerreira (Reiko Takajima).

O filme já começa partindo pra ignorância com Azumi e Nagara (o único amigo de Azumi que sobreviveu no primeiro filme) sendo encurralados por ninjas que, pro azar deles, usam uma espécie de colete de aço, o que os tornam invulneráveis às suas espadas.

 

Depois de conseguirem escapar, eles encontram aliados que os ajudam a cumprirem a missão. Uma dessas aliadas é a Chiaki Kuriyama, a Go Go Yubari de Kill Bill, numa participação menor do que eu gostaria, mas memorável mesmo assim.

 Chiaki Kuriyama

As batalhas de espada são mais numerosas do que em Azumi. Por outro lado, os inimigos estão cada vez mais com jeito de vilões de seriados tokusatsu (aquelas séries estilo Kamen Rider e Jaspion). A esposa guerreira de Sanada, por exemplo, é tão rápida quanto o The Flash, solta fogos não-sei-daonde e usa uma arma muito estranha.

 


O personagem de Tak Sakaguchi, numa batalha contra Azumi num bambuzal, atira uma espécie de fio cortante e cerca todo o pedaço em que eles estão lutando. Um outro inimigo, além de usar uma máscara que cobre metade do rosto, usa uma espécie de facão-lança de dois gumes que funciona como um bumerangue ao ser arremessado, e por aí vai...



Ao chegar na última parte do filme, que é quando Azumi finalmente encontra Sanada, ela começa a atravessar o exército matando todos que aparecem na sua frente. Nessa hora até pensei : “Caramba, o final vai ser igual do primeiro filme?”. Calma! Dessa vez ela mata “só” cerca de 1/3 do exército (o suficiente pra deixar um riozinho de sangue escorrendo montanha abaixo) e encara o próprio Masayuki Sanada, que se mostra um lutador de respeito apesar da idade.



É meio complicado dizer se é melhor do que o primeiro, principalmente por eu ter adorado o primeiro e assistido o segundo somente uma vez, mas no quesito “ação” ninguém vai ter do que reclamar!



Nota : 8.5


Curiosidades

Em Azumi 2 tem uma cena de sexo!!!! Mas não se preocupem, é uma cena de sexo típica de filmes japoneses de época : Sanada e sua esposa aparecem dentro do futon (aqueles pesados e aconchegantes edredons japoneses) e só é mostrado o rosto deles, conversando enquanto ficam naquele vai-e-vem.

 

Três atores cujos personagens morreram no primeiro filme voltam nessa seqüência em outros papéis : Shun Oguri,Tak Sakaguchi e Kenichi Endo.

 

Aya Ueto está tão à vontade no papel-título que até deu umas dicas sobre o caráter da personagem pro diretor! Aya explicou que Azumi é uma garota que não fala muito, e Kaneko acabou cortando muitos diálogos dela!

 Aya Ueto, Shusuke Kaneko & Chiaki Kuriyama

Aya Ueto, Shusuke Kaneko & Chiaki Kuriyama

No site oficial em japonês dá pra baixar o trailer: http://www.azumi2.jp/index.html

Agradecimentos

Aí, pessoal, obrigado por todo o apoio que vocês têm demonstrado nos últimos dias nos comentários. Podem esperar que eu ainda tenho muuuuuito filme de porrada pra comentar aqui no ASIAN FURY!!!!!

Gostaria de pedir desculpas pela resenha do My Lover Is A Sniper. Sei que ficou confuso porque acabei tendo que postar as Curiosidades na parte de cima da página. Realmente, tenho limite de caracteres pra cada post, e só fico sabendo que o ultrapassei na hora de publicar! Prometo tomar mais cuidado da próxima vez, OK? Sei também que exagerei um pouco na quantidade de fotos dessa última resenha. É que na hora de capturar imagens do DVD dá vontade de publicar todas as cenas legais, he, he, he. Mas é assim que a gente vai aprendendo, né?

Bem, era só isso que eu queria falar por enquanto. Obrigado a todos vocês que têm prestigiado esse blog. Quando puderem dêem uma nota pro ASIAN FURY no link "Votação" aí do lado e não se esqueçam de divulgar pros amigos, heim?

Um abraço, pessoal! Logo volto com mais comentários de filmes.

Curiosidades

 

O ator que interpreta o pai de Kinako, Chosuke Ikariya, é um veterano humorista ex-líder de um grupo cômico muito popular entre a década de 60 e 80, The drifters. Faleceu em 20/3/2004 de câncer no esôfago, e My lover is a sniper acabou sendo seu último filme.

 Chosuke Ikariya na época do The Drifters

A cena em que a Kinako agarra a baioneta pela lâmina para não morrer foi idéia da própria Miki Mizuno pra deixar a luta mais desesperada e “dolorida”.

 

O campo de trabalho da prisão em Hong Kong, onde Wong Kai Ko aparece no começo do filme, foi filmado no Japão mesmo.

 

Como comentei há pouco, Miki Mizuno passa o filme inteiro correndo. Eis algumas dessas cenas:

 

Como citei antes também, Uchimura é um grande fã de Jackie Chan, e por esse motivo resolveu executar pessoalmente algumas cenas arriscadas, como cair rolando de uma escada ou pular de um lugar alto sobre a carroceria de um caminhão.

 

Você pode baixar o trailer no site oficial: http://www.tv-asahi.co.jp/sniper-movie/

 

MY LOVER IS A SNIPER

Japão, 2004

Direção: Shunji Muguruma

Elenco: Miki Mizuno, Teruyoshi Uchimura, Seiichi Tanabe, Shido Nakamura, Hiroshi Abe, Naoto Takenaka, Chosuke Ikariya

 

 

Teruyoshi Uchimura, integrante da dupla cômica Uchan/Nanchan, é um humorista muito popular no Japão. Em 2000 um produtor da TV ASAHI contatou Uchimura e perguntou se ele estava interessado em fazer um filme pra TV. Fã confesso de Jackie Chan, Uchimura falou que só faria se fosse um filme de ação. Daí nasceu a série Koibito Wa Sunaipa, cujo primeiro filme foi ao ar na TV ASAHI em 11 de outubro de 2001. Com o sucesso do filme, foi ao ar em 24 de dezembro do ano seguinte a seqüência Koibito Wa Sunaipa-Episode 2. Não demorou muito pra todo mundo perceber que a série merecia uma versão pra cinema, e em 2003 começou a produção de My Lover Is a Sniper, o terceiro e derradeiro episódio da série.






Cenas dos primeiros filmes da série em flashback


Miki Mizuno é Kinako Endoji, uma policial séria e dedicada que um dia conhece Wong Kai Ko (Teruyoshi Uchimura), um chinês por quem ela acaba se apaixonando. Mas ao se aprofundar num caso de assassinato que ela estava investigando, acaba descobrindo que Wong na verdade é um franco-atirador, membro do esquadrão 1211, uma organização criminosa. A partir daí ela precisa se decidir entre o amor e o dever. No final do episódio 2 ela decide cumprir seu dever e prende Wong Kai Ko, que é extraditado para Hong Kong.




No episódio 3 um franco-atirador aterroriza a população japonesa matando aleatoriamente várias pessoas em várias regiões do Japão (aparentemente o roteirista se inspirou num caso semelhante ocorrido nos EUA). Se intitulando membro do esquadrão 1211, o atirador exige 500 milhões de yenes do governo pra parar de matar. Sem encontrar outra saída, o governo japonês manda Kinako ir buscar Wong Kai Ko em sua prisão em Hong Kong para ajudar a pegar o terrorista.



Conhecendo o procedimento padrão de seu antigo esquadrão, Wong descobre que o culpado é Han (o irritante Shido Nakamura, que fica mascando um chiclete de boca aberta o filme inteiro!), um ex-aprendiz seu que foi expulso da organização. Mas investigando mais a fundo, descobre-se que ele não está sozinho. Um importante advogado que sempre ajuda a polícia nas enrascadas judiciais parece estar envolvido, o que faz a polícia agir com certa hesitação. Um líder do esquadrão 1211, com o orgulho ferido por ser acusado de um crime não cometido, solta Wong Kai Ko da prisão pra acertar as contas com seu ex-aprendiz e o advogado-parceiro.



Com um enredo que promete e um trailer bem empolgante, comprei o DVD com a maior expectativa. Bem, o que posso dizer é que o filme possui algumas boas seqüências de ação, mas infelizmente não consegue manter o mesmo ritmo do começo ao fim. Com o reencontro de Kinako e Kai Ko, o aspecto romântico não podia ser deixado de lado, mas tudo é bem discreto, sem nenhuma declaração de amor explícita, tudo demonstrado somente com olhares e gestos, o que evitou o clima piegas que isso podia causar.




A escolha de Miki Mizuno como Kinako não poderia ser mais perfeita. Além de ser muito bonita, alta e ter porte atlético, é uma ótima atriz e ainda encara as cenas de luta muito bem.



 

O próprio Uchimura se derrete todo numa entrevista nos extras do DVD, chegando a compará-la com a Etsuko “Sue” Shiomi, a maior estrela japonesa de ação de todos os tempos. Mas a despeito das lutas serem muito bem coreografadas, são curtas demais!

 

Uma seqüência que merece destaque é quando Wong Kai Ko avisa Kinako de que Han planeja explodir um trem. Ela entra correndo na estação (aliás, ela corre o filme todo!), entra no trem e começa a procurar a bomba. Essa cena lembra uma seqüência semelhante em Duro de matar 3, mas como o orçamento da produção japonesa foi obviamente menor que do filme de Bruce Willis, Kinako evita a explosão!

 

Uchimura também tem as suas cenas de ação, mas infelizmente apenas uma única cena de luta. Uma ótima luta, aliás!

 

Seu personagem se concentra mais em seu ofício de franco-atirador, principalmente na seqüência final, uma espécie de duelo entre atiradores espalhados nos arranha-céus de Tóquio. Considero Uchimura uma espécie de Stephen Chow japonês. Tem um grande talento pra comédia (quem está acostumado com seu lado cômico talvez estranhe um pouco esse filme) mas tem uma queda pra artes marciais, além de ser um bom ator.

 

Vale citar também a presença do carismático Naoto Takenaka como Ko Muraki, o líder do esquadrão 1211 que invade a prisão para libertar Wong Kai Ko.

 

É um bom filme, mas meio morno em alguns trechos, sensação reforçada pelo desfecho, lento e dramático. Bem, talvez eu é que tenha ficado meio mal acostumado assistindo só os frenéticos filmes de Hong Kong...

 

Nota : 7.0

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