3 ANOS DE ASIAN FURY
Sim, estou atrasado pra comemorar o aniversário do blog. Eu queria postar alguma matéria bem legal na data certa (24 de abril), mas por falta de tempo não consegui terminar o texto. Bem, antes tarde do que nunca.
Pois é, leitores, mês passado o ASIAN FURY completou 3 anos de existência. Não vou falar que nunca pensei que chegaria até aqui pois estaria mentindo. Na verdade, quando comecei o ASIAN FURY, a minha intenção (nada humilde, reconheço) era de que esse blog se tornasse referência em língua portuguesa sobre filmes de ação asiáticos, pois na época não existia nenhum site ou blog especializado no assunto, com exceção do já lendário Pagoda (e todas as suas encarnações) do crítico e maior autoridade em cinema asiático no Brasil, Otávio Moulin.
Desde então surgiram outros blogs maravilhosos especializados em cinema asiático, como os portugueses Cine Asia (do brother Sérgio Lopes) e o My Asian Movies (do grande Jorge Soares, vulgo Shinobi, uma figura que eu adoraria conhecer pessoalmente algum dia), e o brasileiríssimo Hong Kong Old-School, da minha amiga Aline, talvez o meu blog favorito. Todos eles são excelentes e às vezes eu até fico com inveja da qualidade dos seus textos, mas mesmo assim ainda tenho muito orgulho do meu próprio trabalho, especialmente por causa dos elogios que recebo periodicamente, seja por e-mail, pelo Orkut ou mesmo nos comentários do blog.
Eu quero agradecer a cada um dos leitores, desde aqueles que sempre postam comentários até os quietinhos que só lêem e não comentam nada, por todo o apoio que recebi nesses 3 anos. Sem vocês eu estaria gastando meu tempo à tôa escrevendo esses textos, he, he, he
E pra comemorar os 3 anos do meu blog, farei um breve comentário (bem superficial mesmo, por falta de tempo) sobre as 3 trilogias mais importantes quando se fala em filmes de kung fu old school.
Shaolin Temple
Muitos entusiastas de kung fu old school não toleram o excessivo (ab)uso de cabos nos filmes que Jet Li fez a partir dos anos 90, mas esses seus 3 primeiros trabalhos estão acima de qualquer crítica. São filmes com roteiros simples, boas atuações, excelentes coreografias e exibições gratuitas das habilidades dos atores, todos campeões reais de wushu.

Capa do VHS brasileiro e do DVD de Hong Kong
O Templo De Shaolin (Shaolin Temple, 82) foi o primeiro filme de kung fu produzido na China Continental e, devido à inexperiência da equipe, esse clássico levou quase 2 anos pra ser filmado. Mas esse trabalho todo certamente valeu a pena pois Shaolin Temple foi um sucesso estrondoso em toda a Ásia e transformou Jet Li (na época ainda se chamando Li Lian Jie, seu nome real) num astro da noite pro dia.

Capa do VHS brasileiro e poster japonês.
O Templo De Shaolin 2 (Kids From Shaolin, 84) é unanimemente considerado o mais fraco dos 3, e muita gente nem gosta dele por causa da criançada que dá nome ao filme, mas como foi o primeiro da trilogia que tive a oportunidade de assistir, achei muito bom. É o que tem o roteiro mais criativo e também o primeiro filme onde Jet atua ao lado daquela que seria sua futura primeira esposa, Huang Qiu Yen (ou Wong Chau Yin em cantonês).

Capa do VHS brasileiro e poster chinês.
O Templo De Shaolin 3 (Martial Arts Of Shaolin, 86), co-produção da Shaw Brothers, é considerado por muitos como o melhor dos 3. Particularmente prefiro o primeirão, mas esse terceiro - dirigido por Lau Kar Leung - também é excelente! Segundo Jet Li, houve muita tensão nos bastidores entre a equipe de HK e da China, e talvez isso transpareça no resultado final pela fúria imprimida nas lutas, muitas delas do estilo "um contra o mundo".
The 36th Chamber Of Shaolin

O box da China Video.
Assim como a trilogia de Jet Li, a trilogia d'A Câmara 36 De Shaolin é obrigatória na coleção de todo fã de filmes de kung fu. Infelizmente o box lançado no Brasil pela extinta China Video já é item raro de colecionador, pois já saiu de catálogo há anos, mas vale a pena ir atrás de uma cópia mesmo em DVD-R.

Poster original e capa do DVD brasileiro.
A Câmara 36 De Shaolin (The 36th Chamber Of Shaolin, 78) foi a obra-prima que marcou a carreira de Gordon Liu pro resto de sua vida. O filme fez tanto sucesso e o personagem (o monge San Te) foi tão marcante que seus fãs só queriam vê-lo careca em todos os seus filmes. A influência desse clássico pode ser sentida em absolutamente todos os filmes subseqüentes que usam o tema "Templo Shaolin", principalmente nas seqüências de treinamento que deixariam qualquer fisioterapeuta moderno horrorizado com a possibilidade de lesões nos músculos, nervos e ossos dos monges.

Poster original e capa do DVD brasileiro.
O Retorno à Câmara 36 (Return To The 36th Chamber, 80) é uma seqüência nada a ver onde Liu nem é o monge San Te, mas um vigarista que tenta aprender kung fu com San Te (interpretado por um outro ator) se infiltrando no Templo Shaolin. Enquanto o primeiro era bem sério e com coreografias mais tradicionais, o segundo é bem puxado pra comédia com coreografias mais criativas e malucas. Só mesmo Lau Kar Leung pra criar o estilo "Kung Fu Andaime". É o meu favorito!

Poster original e capa do DVD brasileiro
Já em Discípulos Da Câmara 36 (Disciples Of The 36th Chamber, 83) Gordon Liu volta ao papel do monge San Te, mas apenas como coadjuvante. O herói do ultimo filme da trilogia é Fong Sai Yuk (Hsiao Ho), o famoso personagem de espírito adolescente e temperamento forte. Lau Kar Leung explorou bastante as habilidades acrobáticas de Ho e as lutas são, como era de se esperar, excelentes, mas o filme em si não tem o mesmo vigor dos primeiros filmes, sendo considerado o mais fraco da série.
The Secret Rivals
Outra trilogia lendária e importantíssima entre os fãs de kung fu old school, principalmente por ter sido a estréia de dois dos maiores chutadores do cinema de Hong Kong : o fenômeno coreano Hwang Jang Lee e o taiwanês maravilha John Liu.


Poster original e capa do DVD americano.
Secret Rivals (76) foi o primeiro grande sucesso do estúdio independente Seasonal Films. Dirigido por Ng See Yuen e filmado na Coréia, Secret Rivals foi também o primeiro filme a realmente explorar o uso de pernas para exibição de chutes altos. Hwang Jang Lee é o famoso vilão Silver Fox (apelido pelo qual ele seria eternamente lembrado), John Liu é um lutador conhecido como "Pernas Do Norte" e Don Wong Tao é o "Punhos Do Sul". Esse tema "Pernas Do Norte X Punhos Do Sul" foi bastante imitado na época, sendo que o melhor produto dessa safra é o excelente Tempo De Vingança (The Hot, The Cool And The Vicious), também com Don Wong Tao e o sensacional Tan Tao Liang, que foi mestre de John Liu na vida real.


Capa do DVD de Hong Kong e dos EUA.
Secret Rivals 2 (77) é um dos raros casos em que a seqüência é tão boa quanto o original. Particularmente gosto mais do segundo do que do primeiro por causa de Tino Wong, cujos movimentos são mais bonitos e precisos do que de Don Wong Tao. E Hwang Jang Lee volta nessa seqüência como Golden Fox, irmão gêmeo de Silver Fox. John Woo talvez tenha se inspirado nesse filme pra trazer Chow Yun Fat de volta em Alvo Duplo 2 (A Better Tomorrow 2) como irmão gêmeo de Mark, personagem de Chow que morre no primeiro filme, he, he, he.


Capa do DVD americano e do DVD europeu.
Muitos não consideram Secret Rivals 3 (81) como parte da série, já que a estória não tem nada a ver com os 2 primeiros, mas o conceito de "Pernas Do Norte X Punhos Do Sul" está lá, tanto é que um de seus nomes alterativos é Northern Kicks, Southern Fists, que aliás é a tradução literal do nome chinês do Secret Rivals original. Falando em nomes, parece que a Seasonal cometeu um grande erro ao batizar o primeiro filme de "Rivais Secretos" em inglês, afinal os protagonistas só são "rivais secretos" no filme original, pois eles disputam o amor de uma moça coreana. Na continuação esse nome já não tinha mais sentido, mas como o primeiro filme fez muito sucesso, eles foram obrigados a manter o nome. Mas voltando a falar sobre Secret Rivals 3, dessa vez o papel de "punhos do sul" ficou a cargo de Alexander Lo Rei, que fez um ótimo trabalho, mas não impediu que esse filme fosse bem inferior aos 2 primeiros. Na verdade, esse filme é muito bom - afinal, as lutas foram coreografadas por Robert Tai, que também encarna o vilão - mas pelos 2 primeiros filmes serem clássicos excepcionais e supremos, a comparação acaba sendo cruel.
Bem, é isso aí. Gostaria de fazer dissertações mais detalhadas sobre cada filme e ainda citar várias outras trilogias que gosto muito (The Street Fighter, Infernal Affairs, A Better Tomorrow, Sister Street Fighter, Iron Angels, Prisoner Maria, etc) mas a falta de tempo não me permite. Espero que tenham curtido mesmo assim.
Teaser
ICHI
Não, não vou falar sobre o "clássico do bom gosto" Ichi - O Assassino (Koroshiya Ichi/Ichi - The Killer), de Takashi Miike. Esse é um outro filme.

Outro dia falei sobre Yanin Vismitananda, a versão feminina do Tony Jaa, certo? Pois existe agora uma versão feminina do samurai cego Zatoichi!!!!!
Esse pequeno teaser promete! Mas mesmo que esse filme não cumpra as expectativas, uma coisa é certa : é muito mais agradável ver a gracinha da Haruka Ayase do que os coroas Shintaro Katsu (R.I.P) ou Takeshi Kitano, he, he, he.
Site Oficial : http://ichi-movie.jp
CHOCOLATE
Primeira Impressão
Nunca baixei filmes da net. Aliás, eu sempre fui contra essa prática, não por causa da pirataria (isso seria hipocrisia, afinal eu sempre troco cópias em DVD-R com outros colecionadores), mas porque a qualidade é quase sempre bem inferior ao DVD, sem contar que o filme fica sem menu e extras. Mas nesse caso eu não agüentei! Baixei a primeira versão screener (filmado escondido no cinema) que caiu na net, só de curiosidade.


E olha, mesmo com a qualidade horrível, valeu a pena! Pois Chocolate é exatamente aquilo que o trailer promete!
Digamos assim, por cima, que Chocolate não supera os filmes de Tony Jaa, mas nem por isso é um filme fraco, longe disso! É espetacular!


O enredo básico eu já expliquei na preview que postei no começo no mês passado, mas acho melhor descrever alguns detalhes do roteiro e corrigir alguns equívocos cometidos no post anterior.
Zin (Ammara Siripong) é uma integrante da máfia tailandesa que foi expulsa da organização após se envolver com um membro do alto escalão da Yakuza, Masashi (Hiroshi Abe). Ela engravida de Masashi e dá a luz a Zen (Yanin "Jeeja" Vismitananda), uma menina que nasceu com autismo, mas com uma incrível habilidade de aprender a lutar apenas com sua memória fotográfica. Por causa do problema da filha, Zin resolve levar uma vida normal como mãe solteira, longe da gangue. Anos depois, Zin fica doente e deixa Zen sob os cuidados de Moon, um amigo de infância de Zen. Certo dia, Moon descobre um velho caderno com as anotações de Zin com os nomes de várias pessoas que lhe deviam dinheiro, o que veio bem a calhar, pois o tratamento de Zin é extremamente caro. Assim, Moon vai tentar cobrar essas dívidas do modo tradicional, mas como ninguém quer pagar por bem, a fenomenal Zen entra em ação e espanca todo mundo!!! Com toda a encrenca causada por Zen, o chefão da máfia vai tirar satisfações com a mãe dela. Zen parte então para resgatar a mãe e enfrenta a gangue inteira!!!


Vendo o trailer e lendo a sinopse, cheguei a pensar que finalmente Prachya Pinkaew estivesse amadurecendo como diretor ao abordar um assunto delicado como autismo, uma ótima oportunidade para se desenvolver personagens mais complexos e interessantes. Ledo engano. O espaço entre o nascimento de Zen até sua primeira briga de rua já adolescente (ou adulta, no filme não especificam a idade dela) não passa de 10 minutos, ou seja, nada de se aprofundar no caráter dos personagens, o negócio é apresentar cada um rapidamente e dedicar mais atenção à pancadaria!


Isso não significa, entretanto, que a novata Yanin (acho esse nome mais bonito do que seu apelido, "Jeeja") seja uma nulidade como atriz. Pelo contrário, por ser seu primeiro filme, sua atuação como a protagonista autista está mais do que satisfatória. Ela fez direitinho a lição de casa, visitando centros de crianças autistas e interagindo com elas durante horas pra se preparar pro papel.
Já na parte física, Yanin é irrepreensível. A garota é extremamente ágil, flexível e as coreografias têm aquela brutalidade típica dos filmes tailandeses. Eu só achei que as primeiras lutas do filme não foram lá muito empolgantes porque tem se a impressão de que os caras nem tentam lutar com ela de verdade, só chegam perto pra levar um chute na cara. Mas até aí, Ong Bak tinha esse mesmo problema, e Pinkaew e Rittikrai sanaram isso completamente em O Protetor. Assim como em Ong Bak, o que falta em Chocolate é um adversário à altura da heroína. O único lutador que dá um pouco mais de trabalho a Zen é um rapaz que aparentemente também tem problemas mentais, cheio de tiques nervosos e cujo estilo de luta lembra bastante Lateef Crowder, o sensacional capoeirista de O Protetor.


O popular ator japonês Hiroshi Abe foi extremamente sub-aproveitado, proferindo apenas uma meia dúzia de frases no filme todo e só entrando em ação mesmo no final, quando ele aparece no restaurante japonês pra ajudar sua filha armado com um kataná e já partindo pra cima dos mafiosos tailandeses, numa seqüência digna dos melhores filmes japoneses sobre a Yakuza.


Como já é de praxe na Tailândia, Yanin dispensou dublês nas cenas perigosas (e a seqüência final está cheia delas!) e se machucou diversas vezes durante as filmagens. A garota é mesmo durona! E assim como Tony Jaa ao final de Ong Bak, Yanin chega ao final de Chocolate completamente suja, suada, rasgada, descabelada e ralada.

Aliás, ela é muito bonita, mas provavelmente por sua personagem ser pobre, aparece o filme inteiro meio desarrumada; um desperdício. Seria interessante se em seu próximo filme Pinkaew deixasse Yanin mais arrumadinha e maquiada. Os fãs homens agradeceriam muito, he, he, he.

Chocolate é realmente tudo aquilo que se espera de um filme de Prachya Pinkaew. Porrada do mais alto nível e um roteiro medíocre que só serve pra ligar uma cena de ação à outra. Se é isso que você quer ver, pode entrar de cabeça sem medo! Eu pelo menos vou comprar o DVD original assim que for lançado!!!!!
Nota : 8.0
Curiosidades
Mais detalhes sobre a bela estrela. Yanin nasceu em Bangkok no dia 31 de março de 1984. Aos 11 anos começou a praticar taekwondo e em 2 anos já era faixa preta. Panna Rittikrai conheceu Yanin quando ela dava aulas de taekwondo, e ela até chegou a participar dos testes pro elenco de Nascido Para Lutar (Born To Fight), mas Rittikrai e Pinkaew viram algo mais nela (Seria a beleza? Afinal Yanin é muito mais bonita do que qualquer uma das atrizes de Nascido Para Lutar) e decidiram que ela merecia ter um filme próprio. Chocolate é o filme em questão, e sua produção consumiu mais de 2 anos pois, além de Yanin ter de entrar naquele famoso e rigorosíssimo regime de treinamento de Panna Rittikrai, muitas seqüências foram filmadas e refilmadas várias vezes devido ao perfeccionismo de Pinkaew e Rittikrai.

Pinkaew orientando Yanin
Uma das coisas mais divertidas em Chocolate é "pescar" todas as referências lançadas ao longo do filme. Eu saquei várias. O modo de Zen comer suas pastilhas de chocolate é exatamente como Jackie Chan faz em Operação Condor. Jackie Chan também serve de inspiração pra muitas cenas na luta num depósito de caixas de papelão (ou algo parecido). Só nessa seqüência eu identifiquei cenas dos filmes Projeto China (Project A), Quem Sou Eu? (Who Am I?), Arrebentando Em Nova York (Rumble In The Bronx), Hora Do Rush 2 (Rush Hour 2) e Dragões Para Sempre (Dragons Forever). Bruce Lee também é lembrado nos gritinhos agudos que Yanin solta na luta numa fábrica de gelo, que aliás também é cenário do primeiro filme de Bruce, O Dragão Chinês (The Big Boss). A seqüência final se passa em parte num restaurante japonês que lembra tanto Kill Bill quanto A Fúria Do Dragão (Fist Of Fury). E como foi muito bem lembrado pelo leitor Raphael Pin Head, a seqüência do Hiroshi Abe no restaurante também lembra muito a seqüência final do sensacional A Cidade Da Violência (The City Of Violence). Nessa mesma seqüência final, no terraço do restaurante tem uma cena de luta num lugar baixo e apertado que lembra muito uma cena da seqüência final de Fong Sai Yuk - A Saga De Um Herói (Fong Sai Yuk). Mas a maioria das cenas em que a gente pensa "já vi isso antes" são tiradas de Ong Bak e O Protetor.
NÃO PERCAM NAS LOCADORAS
FLASHPOINT

A capa brasileria
Segundo alguns sites de pré-lançamentos em DVD's no Brasil, o tão badalado Flashpoint, terceira parceria entre Donnie Yen e Wilson Yip, chega às locadoras de todo Brasil no dia 13 desse mês pela Focus Filmes.
Imperdoavelmente eu ainda não tive oportunidade de assistir Flashpoint, mas todos as resenhas já publicadas nos blogs amigos foram só elogios! Confiram os comentários nos blogs dos meus brothers Herax, Luiz Alexandre, Leandro Caraça e Wellington.
Trailer
DOIS FILMES IMPERDÍVEIS
CHOCOLATE
Enquanto o aguardadíssimo Ong Bak 2 não fica pronto (ouvi rumores de que esse projeto foi cancelado, quem souber de algo me avise) Prachya Pinkaew apresenta sua nova estrela, a graciosa mas poderosa Nicharee (ou Yanin) "Jeeja" Vismitananda, uma tailandesa linda nascida em 31 de março de 1984, especialista em taekwondo e, assim como Tony Jaa e Dan Chupong, discípula do mestre dos filmes de ação tailandeses, Panna Rittikrai.

Em Chocolate, Jeeja é uma garota autista viciada em chocolate - daí o nome do filme - que tem a incrível capacidade de aprender a lutar apenas assistindo a filmes de luta. Quando sua mãe fica doente, ela descobre que a Yakuza (isso mesmo, a máfia japonesa!) deve dinheiro à sua família e vai atrás deles pra conseguir o dinheiro pra tratar da mãe.


Ela já está sendo anunciada em todos os lugares como a versão feminina de Tony Jaa, e pelo que podemos ver no trailer, ela realmente sabe dar porrada, além de encarar todas as cenas perigosas, não usar cabos e se machucar de verdade!
Chocolate estreou na Tailândia no dia 7 de fevereiro, e alguns sites já publicaram resenhas usando adjetivos como "espetacular" e "espantoso" pra atiçar mais ainda a curiosidade dos fãs do atual cinema de ação tailandês.
Site Oficial Do Filme: http://www.chocolate-movie.com/
Site Oficial Da Jeeja : http://yaninfanclub.com/
THE MACHINE GIRL
Da mesma equipe que fez as doideiras Death Trance - O Samurai Do Apocalipse e Meatball Machine!


É incrível a criatividade dos japoneses pra produzir filmes violentos e divertidos! Pelo trailer percebe-se que não é um filme pra se levar a sério, ainda mais que as duas atrizes principais são Yuma Asami e Honoka, duas das atrizes pornôs mais populares da atualidade. Uma pesquisa de leve na internet e dá pra se achar muito material "picante" delas.


Não tenho nem muito o que comentar sobre esse filme. O trailer fala por si só.
Que KILL BIIL que nada! The Machine Girl é que é um filme de mulher vingadora!!!!!
Provavelmente esse filme será exibido em poucos cinemas pelo Japão, e tenho quase certeza que não virá pra Nagano, mas assim que sair o DVD pra pré-venda no Amazon.jp ou no CD Japan, já vou deixar a minha cópia encomendada!!!!!
HAYATE–BASEMENT FIGHT
Japão, 2004
Dir : Naoki Takeda
Elenco : Satoshi Matsuda, Mitsuho Otani, Takeshi Yoshioka, Kenji Matsuda, Asuka Shimizu, Shun Sugata, Yoshiyuki Yamaguchi
O mercado de filmes Direct-To-Video no Japão é bem movimentado. Todos os meses são produzidos vários filmes independentes de vários gêneros, com qualidade variando do "primoroso" ao "sofrível". E por serem bem underground , poucos desses filmes têm a sorte de serem lançados no ocidente e virarem cult como a série splatter/gore Guinea Pig ou a série girls with guns Zero Woman.

Hayate – Basement Fight é um desses filmes que nunca saíram do Japão.


O enredo é tão básico que parece mais um video game de luta. Três jovens com habilidades em artes marciais são raptados pra participarem de um jogo numa fábrica abandonada organizado por um mafioso viciado em luta. Se eles conseguirem derrotar todos os lutadores espalhados pela fábrica, estão livres. Caso não consigam, morrem.


Francamente, tem jogos de Game Boy com um enredo mais bem elaborado que esse. Mas é claro que a intenção do diretor Naoki Takeda não foi ganhar um prêmio de melhor roteiro, mas sim produzir um filme de ação puro e simples. E apesar do filme esbarrar no já tradicional problema de orçamento limitado, o que vemos aqui é uma tentativa sincera de fazer um genuíno filme de luta ao estilo asiático. E frisei a palavra "tentativa" porque, apesar da boa vontade, o diretor pecou num detalhe básico : os protagonistas não convencem! Satoshi Matsuda (que já foi Kamen Rider Ryuki em 2002) é magrelo e falta força nos seus golpes. Takeshi Yoshioka (que já foi Ultraman Gaia em 98) não é mirrado como Matsuda, mas também não consegue transmitir muita firmeza nos golpes. A única que realmente me agradou foi a gatinha Mitsuho Otani, que tem uma performance até que bem aceitável com um par de tonfas.


Mas não pensem que esse roteiro simplório seja sinônimo de ação non-stop.Talvez pra tentar dar um pouco mais de profundidade aos personagens, o diretor encheu o filme de flashbacks pra explicar porquê eles foram escolhidos para participar do jogo. E fora esses flashbacks, por algum motivo que eu não consegui entender, as cenas com diálogos são uma chatice só. Como a estória não era importante, tinha horas em que eu pulava os diálogos e já ia direto pra cenas de lutas.


E falando nas lutas, um dos aspectos positivos da falta de grana nesses filmes independentes é que assim as lutas são feitas mais "na raça", sem o auxílio de cabos ou CGI. E mais, todas as lutas foram filmadas em tomadas longas, ângulos panorâmicos e com poucos cortes e closes, como nos filmes de kung fu old school. No entanto, o fato de terem sido filmados em vídeo fazem as lutas perderem muito impacto. Mas pelo menos o diretor não acelerou as cenas de luta como Donnie Yen fez em Fist Of Fury, também filmado em video.


Enfim, apesar de toda a boa vontade, Hayate – Basement Fight é um filminho que nada acrescenta ao gênero e provavelmente logo será esquecido nessa enxurrada de produções Direct-To-Video que abundam no mercado japonês.
Curiosidade
É estranho, mas tanto no site CD Japan quanto no YesAsia esse filme é chamado de Shippu – Basement Fight. Segundo o meu pai, que fala e lê japonês fluentemente, "shippu" seria uma forma alternativa (mas incorreta) de se ler os ideogramas 疾風 . O certo seria "hayate" mesmo. E pra não haver nenhuma dúvida quanto a isso, os produtores colocaram "hayate" bem claramente em letras romanas na capa, mas parece que os funcionários do CD Japan e do YesAsia (que aparentemente não sabem ler bem japonês) ignoraram ou não perceberam esse detalhe...

Detalhe Da Capa
LIVRO DE YASUAKI KURATA
Em 2004 vi no site da Kurata Promotion que o meu ídolo Yasuaki Kurata havia lançado um livro chamado 香港アクションスター交友録 (Hong Kong Action Star Kouyuuroku, numa tradução aproximada, Estrelas de Ação De Hong Kong- Lista De Amigos) falando sobre os atores e diretores com quem ele já trabalhou em Hong Kong.
Capa Do Livro
Fiquei com vontade de ler, claro, mas como esse livro é escrito obviamente em japonês, e a minha leitura em japonês não é lá essas coisas, eu estava em dúvida se valia a pena gastar meu suado dinheirinho em um livro que eu sabia que não conseguiria aproveitar muito.
Pois depois de pensar muito criei coragem e comprei-o em novembro passado. A minha esperança era de que esse livro tivesse bastante fotos interessantes e raras.
Se eu soubesse ler japonês teria ficado muito satisfeito pois tem muita coisa escrita, mas fotos tem bem menos do que eu esperava. Mas as poucas fotos desse livro são muito legais!
Tem fotos de lobby cards de clássicos como o ótimo Black Panther (73, com Chan Sing) e A Girl Called Tigress (74, com a Polly Shang Kuan), de uma série de TV que ele fez em Taiwan com a Nora Miao chamado The Martial World, bastidores dos 2 filmes produzidos pela Kurata Promotion, A Vingança Final (Bloodfight / Final Fight) e Yellow Dragon, além de fotos pessoais de Kurata ao lado de Bruce Lee, Jimmy Wang Yu, Bruce Liang, Bolo Yeung, Lau Kar Leung, Jet Li e Jackie Chan.
Contra-Capa Do Livro
Infelizmente vou ficar devendo os scans dessas fotos pra vocês, pois é impossível escanear essas fotos sem arregaçar o livro. Eu sei que não é muita coisa, mas fiquem só com a capa e a contra-capa do livro, OK?
DAGGERS 8
空手入白刃
Hong Kong, 1980
Dire
ção : Wilson Tong, Cheung SamElenco : Meng Yuen Man, Wilson Tong, Lily Li, Peter Chan Lung, Alan Hsu
Caros leitores, agora sim, estou de volta mesmo! Por ser a primeira resenha do ano de 2008, achei que seria conveniente comentar um filme que tenha o número 8 no título.


Na minha humilde opinião, a melhor fase dos filmes de kung fu old school foi entre a segunda metade dos anos 70 e começo dos 80, quando da explosão da cena independente de Hong Kong e desenvolvimento do sub-gênero shape, do qual Daggers 8 faz parte. O que mais me agrada nesses filmes é a criatividade dos coreógrafos da época. Depois que Jackie Chan e Yuen Woo Ping definiram novos padrões para os filmes de luta com as obras-primas Punhos De Serpente (Snake In The Eagle's Shadow) e O Mestre Invencível (Drunken Master), os coreógrafos de filmes independentes perceberam que se quisessem se destacar da multidão, deveriam botar a criatividade pra funcionar.


O talentosíssimo Meng Yuen Man é um jovem que adora kung fu, mas seu avô proíbe-o de treinar e obriga-o a estudar poemas na esperança de que ele vire um erudito no futuro. Cansado disso, ele foge de casa pra realizar o seu sonho de se tornar um grande lutador e vai em busca de algum mestre de kung fu que o aceite como aluno. Misteriosamente, cada um dos 3 mestres que ele encontra é assassinado sem motivo aparente por um matador profissional especialista em facas (o tal "daggers 8" do título). No final, o jovem precisa usar as técnicas combinadas de cada um de seus 3 finados mestres para conseguir se vingar.


O roteiro pode não ser dos mais originais (aliás, antes do segundo mestre ser assassinado eu já tinha adivinhado quem tinha contratado o matador...), porém, as lutas são absolutamente geniais! E o filme é também - surpresa - engraçado sem ser exagerado ou irritante!


Uma das seqüências mais memoráveis é quando uma dupla de artistas mambembes resolve assaltar Meng Yuen Man usando trejeitos da Ópera De Pequim! Enquanto eles usam armas como lança e espada, Meng luta contra eles usando uma massa de pão crua!!! Só vendo pra crer!


Outra seqüência que gostei muito é quando ele começa a treinar com o terceiro mestre, na verdade uma mestra, a maravilhosa Lily Li. Como já deu pra imaginar, ela ensina-lhe um estilo chamado "soft kung fu" (kung fu suave), que é uma espécie de kung fu feminino. O treinamento se baseia em tarefas do cotidiano de uma mulher, como bordar e secar roupa.


As semelhanças com Drunken Master - um dos filmes mais influentes de todo o cinema asiático, não preciso nem repetir - são muitas, mas isso é até esperado, já que Meng Yuen Man foi colega de Jackie, Sammo e Biao na Escola De Ópera De Pequim. E a julgar pela sua performance nesse Daggers 8, e em outros filmes espetaculares como Hell's Wind Staff e The Master Strikes, Meng teria um futuro brilhante pela frente, não tivesse sofrido em 1981 um ataque cardíaco (não fatal, felizmente) que obrigou-o a abandonar a carreira artística precocemente. Uma pena.


Fora Meng Yuen Man e Lily Li, o maior destaque de Daggers 8 é o vilão magistralmente interpretado por Wilson Tong, que além de co-dirigir o filme, foi também coreógrafo das lutas, ou seja, o grande responsável por tornar esse filme tão sensacional.
Pra quem gosta da fase clássica de Jackie Chan (78~82), Daggers 8 é satisfação garantida!
Nota : 9.0
Curiosidade
A mesma equipe que produziu Daggers 8 havia produzido no ano anterior um outro shape muito bom chamado ... Snake In The Monkey's Shadow!!!!!! Depois dessa, não tem nem como contestar a revolução que Jackie Chan causou em toda a indústria cinematográfica de Hong Kong...
Como citei acima, Meng Yuen Man foi colega de Jackie e cia na Ópera. Ele era o integrante mais jovem da trupe que ficou internacionalmente conhecida como 7 Little Fortunes (七小福). Na autobiografia I Am Jackie Chan - My Life In Action, ele aparece como Yuen Mun.

Jackie Chan, Yuen Wah, Yuen Mun, Yuen Tai e Yuen Mo.
KUNG FU PANDA
Provavelmente todo mundo já ouviu falar dessa novíssima animação da DreamWorks, especialmente porque um dos personagens (um macaco mestre do estilo do... MACACO!!! Valeu pela correção, Jonathan!) será dublado por ninguém menos do que Jackie Chan. Mas todo mundo também deve ter imaginado que essa seria apenas mais uma bobeira americana feita para aproveitar a atual febre dos filmes de kung fu. Confesso que eu também pensava assim até ver o trailer ontem, quando fui ao cinema assistir um drama pra acompanhar a minha mãe.
Pode até ser que seja mesmo um filme pra aproveitar a onda, mas que parece divertido, ah, parece! Agora estou bem ansioso pra assistir essa animação no cinema acompanhado das minhas duas irmãs mais novas, he, he, he.
Só que a estréia aqui no Japão será só no final de julho...
ASIAN FURY ESTÁ DE VOLTA!
UM FELIZ 2008 À TODOS OS LEITORES!!!
Quem acompanha esse meu humilde espaço desde o início já sabe que os 2 últimos meses do ano são de recesso por pura falta de tempo. Mas agora que a doideira de fim de ano passou, o ASIAN FURY volta à sua programação normal.
Não foi dessa vez que os meus leitores ficaram órfãos, he, he, he!
Um abraço à todos vocês que, com seus comentários de aprovação e apoio, me incentivam a continuar publicando meus comentários toscos sobre aquilo que a gente mais gosta:
FILMES DE PORRADA!!!!!
PANTYHOSE HERO
脂粉雙雄
(Território Sangrento)
Direção : Sammo Hung
Elenco : Sammo Hung, Alan Tam, Joan Tong, Jaclyn Chu, Yam Wai Hung

Alguém aí gosta de filmes politicamente incorretos? Então precisam conferir Pantyhose Hero, um dos filmes mais polêmicos de Sammo Hung.


Um casal gay é brutalmente assasinado. Sammo Hung e Alan Tam são dois policiais que precisam fingir que também são um casal gay pra tentar atrair e prender esse serial killer. O roteiro simplíssimo é só um pretexto pra uma enxurrada de piadas preconceituosas e pancadaria do mais alto nível.


Aliás, pode se até dizer que a pancadaria fica em segundo plano, pois as piadas homofóbicas são a tônica do filme. Personagens gays estereotipados (bem afetados, pra ser mais claro) que só querem saber de sexo, e diálogos de extremo mau-gosto como “Não se aproxime senão vou te transmitir AIDS com uma mordida!” ou “Manteiga não serve só pra comer”, podem ofender alguns, mas confesso que dei muita risada com esse filme!


Algumas das seqüências mais engraçadas são aquelas em que Sammo e Alan precisam aprender a se comportar como gays e, principalmente, a paquerar! Antes disso eles precisavam definir “quem é quem na relação”, e ficou resolvido que Sammo era o “macho” e Alan era a “mulherzinha”.


Outra seqüência que me divertiu bastante foi aquela em que um vizinho gay tenta seduzir Alam, chegando ao ponto de colocar até um afrodisíaco na bebida. O afrodisíaco dá resultado, mas não do jeito esperado...


As lutas são excelentes, daquelas típicas que Sammo fazia nos anos 80, brutais e bonitas ao mesmo tempo, parecidas com as lutas do filme Dragões Para Sempre (Dragons Forever, 88,) onde mostram os contatos dos socos e chutes em close, e os tombos são bem dolorosos. Muito bom!


Pantyhose Hero é inédito em DVD no Brasil, mas já foi lançado em VHS pela China Video há alguns anos atrás como Território Sangrento. Obviamente, essa fita é uma raridade hoje em dia.


Se você gostou de O Dragão E O Tigre (Skinny Tiger, Fatty Dragon) e não se ofende com piadas preconceituosas, certamente vai se divertir muito com Pantyhose Hero.
Nota : 7.5
DANCE OF DEATH
舞拳
Direção : Chen Chi Hwa
Elenco : Angela Mao, Wang Tai Lang, Hui Bat Liu, Chai Kai, Dean Shek Tien

Os filmes mais conhecidos de Angela Mao são aqueles bashers da primeira metade dos anos 70 como Lady Whirlwind, When Taekwondo Strikes, Hapkido, etc. Logo, quem não é tão fã de basher costuma dizer que não gosta muito de Angela Mao. Eu era um desses, e hoje reconheço como era ignorante!!! Depois de assistir shapes excelentes como Two Great Cavaliers, Snake Deadly Act e esse Dance Of Death, agora posso dizer que Angela Mao é uma das minhas estrelas old school favoritas, ao lado de Judy Lee Chia Ling (que inclusive foi colega de Angela Mao na escola de ópera de Pequim) e da explosiva Etsuko “Sue” Shiomi (essa merece uma matéria especial no futuro).


O enredo básico lembra bastante Combate Sem Fim (Odd Couple), de Sammo Hung. Dois mestres de kung fu se encontram a cada cinco anos pra lutar e decidir quem é o melhor, mas nunca chegam a uma conclusão. Angela Mao é uma órfã que se aproveita disso pra convencer os dois mestres a ensinarem seus estilos a ela, prometendo determinar quem é o melhor de acordo com a técnica que ela achar mais conveniente numa luta. Na verdade, a intenção dela é se vingar de malfeitores que exterminaram os seus amigos do clã dos Cinco Estilos. Porém, nenhum dos 2 estilos de seus mestres é páreo ao feroz estilo do Cavalo Louco de Chai Kai, que dá uma surra em Mao e seus mestres. Para combater a dureza do estilo do Cavalo Louco, os 2 mestres desenvolvem o suave estilo do Kung Fu Feminino e ensinam Mao, que enfrenta Chai Kai num último combate até a morte!


Dessa fase shape de Angela Mao, Dance Of Death provavelmente é o filme mais conhecido, não exatamente por causa de Mao, mas por causa de seu coreógrafo de lutas, um tal de Jackie Chan.


Jackie Chan ensinando a coreografia a Angela Mao
Não por acaso, as lutas em Dance Of Death são tão criativas e empolgantes quanto em seus clássicos O Jovem Mestre Do Kung Fu / Punhos De Mestre (Young Master, 80) e A Vingança Do Dragão (Fearless Hyena, 79). O curioso é que esse filme foi produzido ANTES de seu estrelato (tanto é que seu nome aparece nos créditos como Chan Yuen Lung, que é o pseudônimo que Jackie Chan usava na época em que era só dublê).

Em sua autobiografia I Am Jackie Chan – My Life In Action, Jackie afirma que o melhor diretor com quem ele trabalhou na desastrosa fase Lo Wei foi Chen Chi Hwa, que na época ainda era um novato e, assim como Jackie, estava disposto a experimentar coisas novas, ao contrário do próprio Lo Wei, que era quadrado e só queria reciclar a batida fórmula que fez tanto sucesso com Bruce Lee.


E em Dance Of Death podemos ver algumas dessas experimentações, a começar pela própria protagonista. Em praticamente todos os seus filmes, Angela Mao aparece do começo ao fim com aquela expressão sisuda de quem está sedento por vingança, mas em Dance Of Death ela aparece sorrindo como nunca sorriu antes! É até estranho vê-la interpretando um papel tão leve e divertido.


Mas o mais importante é que de falta de lutas ninguém pode reclamar, pois nesse filme tem lutas a cada 5 minutos, e quase todas excelentes! Tem alguns momentos em que as lutas quase são estragadas pelo exagero no humor infame, típico da época, porém, o saldo final é extremamente positivo.


Mas no fim das contas, ficamos sem saber qual dos dois mestres é o melhor...
Nota : 8.0
THE TOUCH
天脈傳奇
Hong Kong, 2002
Direção : Peter Pau
Elenco : Michelle Yeoh, Ben Chaplin, Brandon Chang, Richard Roxburgh, Margaret Wang, Kenneth Tsang
Michelle Yeoh é Yin, uma das últimas remanescentes de uma linhagem de acrobatas que na verdade descendem de antigos monges tibetanos que precisam proteger a Sharira, uma sagrada relíquia budista que está escondida num local inacessível a pessoas comuns.


Quando um colecionador inescrupuloso, Karl (Richard Roxburgh), surge querendo se apossar da Sharira, Yin parte numa longa jornada ao lado de Eric (Ben Chaplin), sua antiga paixão, pra tentar achar a relíquia antes de Karl e continuar a missão de seus ancestrais.


Eis um filme que eu não esperava muita coisa ... e realmente não é grande coisa mesmo! No geral The Touch lembra muito O Mito (The Myth) de Jackie Chan pela grandeza da produção, excesso de CGI e clima romântico onipresente. E assim como O Mito, achei The Touch uma lástima...


Por ser o primeiro filme de Yeoh como produtora, ela resolveu investir alto visando o mercado mundial, com um elenco internacional, locações exóticas e diálogos em inglês. Só que infelizmente ela investiu também numa tendência que estava em alta na época, conhecida pejorativamente como Matrix Action, ou seja, lutas espalhafatosas carregadas de wire-works e CGI.


As coreografias (a cargo do ex-Venom Phillip Kwok, com quem Michelle Yeoh já tinha trabalhado em 007 O Amanhã Nunca Morre) são ótimas, o que estraga mesmo é esse tal de Matrix Action!!!!! Por exemplo, uma das melhores seqüências do filme é uma cena em que Yin invade a mansão de Karl pra salvar Eric usando o seu cachecol como arma.

No entanto, o engenhoso uso do cachecol é quase que completamente gerado por computador, sem contar que todos os saltos e voadoras são auxiliadas por cabos, resultando em lutas completamente artificiais e sem a mínima empolgação. Uma pena, pois Michelle Yeoh em vários momentos demonstra estar em excelente forma física, mais flexível do que nunca, no alto dos seus 40 anos na época.

Outra seqüência estragada pelo excesso de CGI é no clímax. Ao entrar na caverna onde está escondida a Sharira, são acionadas todos os tipos de armadilhas imagináveis, bem à lá Indiana Jones. No roteiro, essa seqüência tinha tudo pra ser espetacular, mas na tela, o resultado ficou tão, mas tão falso que deu até dó...


Tem uma cena que achei particularmente interessante e, por quê não, engraçada. Dirigindo pelo deserto, Eric resolve ligar o rádio do carro e comenta com Yin : “Ei! Eu conheço essa música!”. E começa a cantar junto. Essa cena não teria nada de mais se a tal música não fosse um grande sucesso da finada superstar Teresa Teng cantado em mandarim! Na entrevista exclusiva com a Michelle Yeoh que tem nos extras do DVD japonês é até perguntado de quem foi a idéia de fazer Ben Chaplin cantar em mandarim.


Quem gostou de O Mito pode conferir The Touch sem medo. O filme é bem produzidinho e até se deixa assistir, apesar do roteiro manjado. Mas quem não gostou : FUJA!!!
Nota : 3.0
TESOURO ENCONTRADO!
Eu sabia que revirando sempre os sebos de Nagano, algum dia eu encontraria alguma preciosidade! E hoje tive sorte!!!


Dando uma olhada na seção de livros e revistas de cinema, me deparei com vários livros raríssimos de Jackie Chan, recheados de fotos coloridas, enormes, em papel de excelente qualidade, muitos deles lançados há mais de 20 anos atrás! E o mais importante : todos em EXCELENTE estado de conservação! Inclusive, até os adesivos que vieram encartados dentro deles estão intactos!


Como de repente apareceram vários livros de Jackie Chan de uma vez nesse sebo, deduzo que foram vendidos por um antigo fã colecionador que, ou deixou de ser fã, ou estava precisando de dinheiro desesperadamente.


Se o motivo que levou esse fã a se desfazer desses tesouros foi essa segunda opção, ele deveria ter sido mais esperto e tentado vender na internet pra algum colecionador estrangeiro, pois nesse sebo ele provavelmente recebeu uma mixaria.


Sabem quanto eu paguei por cada livro? Apenas 350 ienes, algo em torno de US$ 3.00!!! E sabem quanto eles valem na Europa? Acreditem, 20 vezes mais!!!!! Vejam abaixo um anúncio publicado na revista inglesa Screen Power (uma revista dedicada apenas a Jackie Chan), onde eles vendem cada livro por 30 libras, que é mais ou menos US$ 60.00!!!!
