NOVO ENDEREÇO

Atendendo a inúmeros pedidos, o blog ASIAN FURY voltou às atividades, agora em nova casa : 

asianfury2.blogspot.com.br

Baú do ASIAN FURY 2

e

Aniversário de Jackie Chan

Estou atrasado, o dia 7 já passou, mas não podia deixar de publicar minha homenagem aos 56 anos de Jackie Chan.


Aproveitando que inaugurei o "Baú do ASIAN FURY" no post passado, postarei hoje uns lobby cards de alguns filmes de Jackie Chan, começando pelo mais clássico.

O Mestre Invencível

(Drunken Master)

Vendo esses lobbys abaixo, fico morrendo de inveja de quem teve oportunidade de assistí-los na tela grande na época.

Drunken Master Lobby Card 1

Drunken Master Lobby Card 2

Drunken Master Lobby Card 3

Drunken Master Lobby Card 4

Drunken Master Lobby Card 5

A Vingança Dos Lutadores De Shaolin

(The Hand Of Death)

Acreditem se quiser, mas foi com esse nome mesmo que A Lâmina Da Morte/A Lâmina Fatal passou nos cinemas!!! Primeira e única parceria entre John Woo, Jackie Chan e Sammo Hung. Escrevi uma resenha desse filme no blog coletivo O Dia Da Fúria.

Hand Of Death Lobby Card

Hand Of Death Lobby Card 1

Hand Of Death Lobby Card 2

Hand Of Death Lobby Card 3

Hand Of Death Lobby Card 4

Hand Of Death Lobby Card 5

Shaolin Contra Os Filhos Do Sol

(New Fist Of Fury)

Essa seqüência capenga do clássico A Fúria Do Dragão (Fist Of Fury) foi o primeiro filme que Jackie Chan fez quando assinou com a Lo Wei Motion Pictures. Em VHS, além do mesmo nome com que passou nos cinemas e na TV, também foi lançado como A Nova Fúria Do Dragão.

New Fist Of Fury Lobby Card 1

New Fist Of Fury Lobby Card 2

Dance Of Death

Já comentei esse filme aqui, e se alguém ainda tinha dúvidas de que Jackie Chan realmente tinha sido o coreógrafo desse filme, esse lobby card abaixo confirma a informação. Um grande agradecimento ao meu brother Luis Antônio, do Rio De Janeiro, que me presenteou com esse lobby card há alguns anos atrás.

Dance Of Death Lobby Card

Baú do ASIAN FURY

Nos quase 10 anos que morei no Japão, eu me sentia um felizardo pois lá eu encontrava facilmente muito material impresso de filmes de ação asiáticos nos sebos a preços ridículos.

Comprei muitos cartazes, panfletos, revistas, livros e livretos de cinema, pôsteres, tudo referente a filmes de ação asiáticos, especialmente sobre Jackie Chan, que até hoje é adorado quase como um deus por lá.

Quando voltei ao Brasil, fiquei um pouco frustrado pois a minha coleção ficaria "estacionada", sem ter como adquirir mais material do gênero. Mas como sou um cara perseverante, eu sempre pesquisava no Mercado Livre na esperança de encontar qualquer material do gênero. E não é que eu tive muita sorte?

Um dia apareceu um anúncio de um cara vendendo vários lobby cards originais de filmes de kung fu exibidos nos cinemas brasileiros (caso queiram ver o anúncio, cliquem aqui). Não perdi tempo e negociei rapidamente com o vendedor. Na mesma semana, já estava com essas relíquias em casa!

O vendedor percebeu o meu entusiasmo com esse primeiro pacote e 2 meses depois me ofereceu mais lobby cards que conseguiu arranjar, antes de publicar mais um anúncio no Mercado Livre. Comprei esse segundo lote também, é claro!

Mas de quê adiantaria essa minha coleção se não fosse pra me exibir? Por esse motivo, a partir desse post eu abro o baú do ASIAN FURY e aos poucos disponibilizo scans do meu acervo aos meus leitores.

O primeiro set de lobby cards que quero mostrar é bem curioso. Todos os leitores devem saber que Chinatown Kid, o filme que popularizou Alexander Fu Sheng no ocidente, foi lançado em DVD no Brasil pela saudosa China Video como Confronto em Chinatown. Mas graças à esses lobby cards que comprei, descobri que Chinatown Kid passou nos cinemas brasileiros como O Sangrento Lutador Chiinês! E desse jeito mesmo, com a grafia errada e tudo ("chiinês"), como pode ser comprovado nas imagens abaixo.

Chinatown Kid Lobby Card 1

Chinatown Kid Lobby Card 2

Chinatown Kid Lobby Card 3

Chinatown Kid Lobby Card 4


É só clicar na imagem pra abrir uma nova aba com a imagem ampliada.

Por hoje é só. Aguardem mais scans do Baú do ASIAN FURY!

COWEB

戰無雙

Hong Kong, 2009

Direção : Xiong Xin Xin (Hung Yan Yan)

Elenco : Jiang Lu-Xia, Sam Lee, Kane Kosugi, Eddie Cheung, Mike Moller, Wanja Götz


Depois da Tailândia impressionar o mundo com o talento de Jeeja Yanin no filme Chocolate, era mais do que previsível que cedo ou tarde Hong Kong iria reagir. A resposta veio na pele de Jiang Lu Xia, campeã chinesa de wushu e uma das finalistas do reality show The Disciple, que Jackie Chan produziu em 2008 pra descobrir algum novo talento que possa dar continuidade ao seu legado.


Dirigido por Hung Yan Yan, veterano coordenador de dublês que no começo da carreira foi dublê oficial de Jet Li, a intenção dele foi clara desde o começo : ser rival declarado de Chocolate. Inclusive numa entrevista no site HK Cinemagic ele deu umas alfinetadas nos tailandeses, dizendo que em algumas cenas de Chocolate o uso de dublês era bem visível, mas que em Coweb Jiang Lu Xia não usaria absolutamente nenhum dublê. Bem, quanto a isso eu não discuto, até porque pra mim tanto faz se um ator usa dublês ou não, contanto que o filme seja bom.


Aí chegamos à grande questão : Coweb é realmente tão bom assim?

Hung Yan Yan que me perdoe, mas em comparação a Chocolate, Coweb é bem inferior em vários aspectos.

Primeiro aspecto : a protagonista. Além de uma beleza natural e inocente, Jeeja tem um carisma fora do comum e é boa atriz. Já a andrógina Jiang Lu Xia não é bonita (sem polêmica; sei que tem quem a ache atraente, mas pessoalmente ela não faz o meu tipo) nem tem carisma, E sua interpretação é comparável a Steven Seagal : passa o filme todo com a mesma expressão!

Bonita? Eu não achei...

Quanto às habilidades físicas, não há do que reclamar. Ela é ágil e tem movimentos rápidos e precisos. As coreografias também são muito boas, embora eu esperasse que fossem melhores.


O que nos leva ao segundo aspecto : o modo de filmar as lutas. Sendo que o diretor é um coordenador de dublês tão experiente, as lutas são incrivelmente mal filmadas! Nas entrevistas ele se gabava de que as lutas seriam filmadas em takes longos, bem ao estilo old-school. O problema é que as lutas são filmadas muito de perto e perdemos muitos detalhes da coreografia. Em muitos momentos parece que a câmera não consegue acompanhar os movimentos dos atores e fica perdida, sem conseguir enquadrar direito a cena.

Terceiro aspecto : o enredo. A estória de Chocolate, embora inusitada pela protagonista autista, era bem simples, sem reviravoltas desnecessárias na trama. Por outro lado, Coweb “tenta” – e fica só na tentativa mesmo - oferecer um roteiro mais estruturado com um toque de mistério e a já manjada “revelação surpresa” no final.

Jiang Lu Xia é Nie YiYi, uma instrutora de wushu na China que recebe a proposta de trabalhar em Hong Kong como guarda-costas da esposa de um magnata depois de perder o pai num acidente. Quando a esposa de seu patrão é seqüestrada, ela é obrigada a participar de lutas ilegais transmitidas via internet pra apostadores do mundo todo para salvá-la. Daí o nome do filme, Combat Web.

Nas mãos de um diretor mais experiente talvez esse roteiro tivesse rendido muito mais. Infelizmente é perceptível em Coweb que Hung Yan Yan tem muito a aprender ainda nesse ofício. Se a intenção era sutilmente insinuar ao longo do filme qual era a surpresa final, então o diretor não tem sutileza nenhuma, pois desde o segundo terço do filme ele mostra personagens-chave da trama em comportamentos suspeitíssimos, deixando o desfecho mais do que previsível.

E mesmo a cena em que o pai de YiYi morre bem no começo do filme, um detalhe completamente irrelevante na estória, é mostrado de um jeito que dá a impressão de ser muito mais importante do que realmente é.

As lutas, como já citei antes, são boas no geral, com destaque pra primeira grande luta do filme, quando a esposa do patrão é sequestrada num restaurante e YiYi tenta salvá-la lutando contra vários capangas, numa longa sequência que culmina na quase destruição da cozinha.


Kane Kosugi, o maior destaque do filme, é Song Li Shan, o campeão da máfia de lutas ilegais que fica empolgado por finalmente encontrar um oponente digno em Nie YiYi.

Kane Kosugi

Obviamente, a luta final é contra ele. Uma luta excelente, aliás.


O próprio Kane declarou em entrevistas que essa foi a filmagem mais difícil de toda a sua carreira, pois o ritmo das filmagens era muito rápido e eles trabalhavam muitas horas por dia, sem contar que ele teve que lutar descalço e ficou com as solas dos pés esfoladas e sentia dor toda vez que tinha que acertar um chute na Jiang Lu Xia.


Uma luta que prometia muito é aquela em que YiYi luta pendurada num andaime de bambu. No entanto, o resultado final ficou longe da empolgação que sentimos ao ver outras lutas similares em andaimes como em Lady Reporter (Blonde Fury) e Caçada Implacável (Madam City Hunter), coincidentemente também protagonizados por mulheres, respectivamente Cynthia Rothrock e Cynthia Khan.

Também não empolga muito a cena em que ela invade a base da máfia e precisa atravessar um corredor com cerca de 30 capangas, armada apenas com um nunchaku. Sem nada de especial, nesse ponto do filme as coreografias já estão repetitivas e desinteressantes.

Mas a luta mais decepcionante é contra uns dançarinos de hip-hop numa praça. Sem dinamismo, sem ritmo, só acrobacias inúteis, a coreografia não transmite a sensação de ameaça real pra protagonista em nenhum momento. Nesse ponto a Jeeja novamente se saiu bem melhor que sua rival no recente Raging Phoenix, onde também temos hip hop com porrada.

Prum rival declarado de Chocolate, Coweb prometeu muito e cumpriu pouco. Espero que tenham melhor sorte na próxima.

Nota : 6,0

Trailer

FINALMENTE!

A VOLTA TRIUNFAL DO

ASIAN FURY!!!!!

Depois de tirar 1 ano de férias do blog, eis que finalmente volto à atividade!

Espero continuar a ter ânimo pra atualizar regularmente esse meu espaço que eu tanto amo.

Fãs do ASIAN FURY, vocês não ficaram órfãos. Perdoem-me por esse longo período de hibernação.

EU NÃO ABANDONEI O BLOG!!!

 

Saudações fiéis leitores do ASIAN FURY!

Sentiram falta das atualizações do meu blog? Pois é, eu também!

Os últimos 2 meses foram bem agitados pra mim. Como muitos já devem saber, voltei do Japão em meados de janeiro depois de quase 10 anos no Japão. Depois de passar por um período de readaptação ao Brasil (juro que não reconheci São Paulo depois de 10 anos!!!!), regularizar todos os documentos e tal, finalmente separei um tempinho pra não deixar o blog morrer.

Hoje não postarei mais nada, mas aguardem atualizações pra breve.

PAINTED SKIN

畫皮

China, 2008

Diretor : Gordon Chan

Elenco : Donnie Yen, Vicky Zhao Wei, Betty Sun Li, Zhou Xun, Chen Kun, Qi Yu Wu

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Pros leitores mais desinformados, Painted Skin é o filme mais recente de Donnie Yen, dirigido por Gordon Chan e também o candidato oficial de Hong Kong pra concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2009. Caso ainda não tenham visto o trailer :

Painted Skin é baseado no conto do mesmo nome presente no livro Estranhos Contos De Liao Zhai, um livro escrito por Pu Songling no fim do século XVII. Embora divulgado como um remake do Painted Skin dirigido por King Hu em 1993 (seu último e aparentemente mais deprezado filme), o enredo dessa nova versão é consideravelmente diferente, por isso prefiro pensar que são 2 filmes diferentes baseados no mesmo conto.

Wang Sheng (Chen Kun) é um general que, ao dizimar um campo de bárbaros com seu exército, resgata de suas garras uma jovem prisioneira chamada Xiao Wei (Zhou Xun). Num misto de pena e desejo, Wang leva a bela jovem pra casa sem saber que ela na verdade é um demônio que precisa se alimentar periodicamente de corações humanos para manter a aparência humana.

Donnie Yen

Por esse gesto heróico, Xiao Wei se apaixona por Wang Sheng e deseja se tornar sua esposa. O problema é que Wang já é casado com Pei Rong (Vicky Zhao Wei), que por sua vez é um antigo amor de Pang Yong (Donnie Yen), um ex-general que é recrutado de volta à cidade pra investigar uma série de assassinatos cometidos por um outro demônio (Qi Yu Wu), que arranca corações para levar à sua amada Xiao Wei.

Para auxiliar Pang Yong na caçada ao assassino, entra em cena Xia Bing (Sun Li, aquela adorável garota cega em Fearless), uma inexperiente caçadora de demônios que possui uma espada especial que é a única arma capaz de matar demônios.

Devido ao tema sobrenatural, Painted Skin é comumente classificado como um filme de horror com ação, quando na verdade é uma grande estória de amor que não deixa nada a dever às novelas coreanas mais bregas. É um desfile de amores platônicos que tem grandes chances de agradar ao público mais emotivo que adorou o romance em O Clã Das Adagas Voadoras (The House Of Flying Daggers).

Resumindo a teia de relações : Wang Sheng é amado por Peirong e Xiaowei, que são, respectivamente, amadas por Pang Yong e o demônio serial killer. E por fim, até a caçadora de demônios Xia Bing demonstra uma grande afeição por Pang Yong, por quem é salva diversas vezes ao longo do filme.

Horror mesmo esse filme tem muito pouco. Ação então, menos ainda! No entanto, confesso que gostei de Painted Skin. Apesar de ter poucas cenas de ação, a direção de Gordon Chan é segura o bastante pra conduzir a estória sem cansar o espectador, e a estória se desenrola num ritmo bem mais rápido do que eu esperava.

Aliás, em muitos momentos tive a sensação de que o filme foi bastante resumido na sala de edição, pois muitas cenas têm cortes abruptos, como se tivessem sido obrigados a encurtar o filme pra ter a duração enxuta de 103 minutos, bem abaixo dos filmes recentes do gênero. Talvez tenha sido isso mesmo, pois agora acabou de sair em Hong Kong um DVD director's cut duplo com 15 minutos a mais.

A atuação dos atores está excelente (o que talvez explique a escolha desse filme como candidato ao Oscar), com destaque pra Vicky Zhao Wei, que declarou em entrevistas que a tocante amargura de sua interpretação foi resultado de uma tática nada gentil do diretor. Durante as filmagens, que duraram 2 longos meses de inverno, o diretor e a equipe simplesmente não davam a mínima atenção à Vicky.

Quando ela acabava de filmar suas cenas, todos simplesmente a ignoravam. Ninguém ia lá conversar com ela, bricar, contar piada, nada. Ela caiu em depressão e foi necessária a presença de sua família nos sets pra ter condições psicológicas de continuar as filmagens. Segundo suas palavras, a dor da solidão foi tão grande que todas as lágrimas que vemos no filme são reais!

Vicky Zhao numa das cenas mais emocionantes de Painted Skin

A atuação de Zhou Xun como a astuta Xiao Wei também está excelente. Ela consegue transmitir apenas com o olhar sentimentos tão diferentes entre si como sensualidade, doçura, vulnerabilidade e sagacidade.

Zhou Xun

Os efeitos visuais estão ótimos, sem nenhum exagero. O destaque é o visual de Xiao Wei sem a pele humana, simplesmente horripilante. Aliás, a própria cena em que Xiao Wei tira a pele diante do olhar horrorizado de Pei Rong é excelente.

Xiao Wei tirando a pele (esq) e "pelada".

O único ponto negativo, como citei acima, é a falta de seqüências de ação. Painted Skin tem pouquíssimas lutas, e infelizmente nenhuma delas memorável. Basicamente, quem odiou o trailer (e pelo que vi na comunidade de filmes de kung fu no Orkut, não foram poucos!) vai igualmente odiar o filme todo, pois as poucas lutas são todas com espadas e cheias de cordinhas.

Os fãs que achavam que a partir de agora Donnie Yen seguiria apenas a linha mais "pé-no-chão" que vimos em Comando Final (SPL) e Flashpoint vão ficar desapontados.

Descontando apenas esse detalhe, Painted Skin é um ótimo filme que vai agradar em cheio as pessoas que gostam de uma bela estória de amor, daquelas em que no final a moral é "O amor vence tudo". Parece brega? Tudo bem, pode até ser, mas eu gostei! Qual o problema de ser romântico de vez em quando?

Nota : 7,5

MR. VAMPIRE

NO BOCA DO INFERNO

Não deixem de conferir no BOCA DO INFERNO (o popularíssimo site dedicado a filmes de terror) uma ótima resenha do mega-clássico Mr. Vampire, escrito pelo meu amigo Bruno C. Martino, do blog Bonga Shinbum. Clique na foto abaixo pra ler a crítica.

Mr. Vampire

Como o BOCA DO INFERNO já conta com uma grande equipe mais do que apta pra comentar os filmes de terror tradicionais, aconselhei o Bruno a se especializar no horror asiático, especialmente os filmes de zumbis chineses, já que praticamente ninguém lá comenta filmes de terror asiáticos fora Ringu e seus genéricos. Além de Mr. Vampire, confiram o que o Bruno já escreveu sobre o japonês Wild Zero, o tailandês Sars Wars, e os chineses A História De Ricky, The Comet Strikes e We're Going To Eat You, que eu mesmo já cheguei a resenhar aqui.

DRUNKEN FIST

SHOWCASE

Pois é, me empolguei com o vídeo que fiz dedicado às lutas de tonfas e já fiz um novo vídeo, dessa vez dedicado ao estilo do bêbado, que também foi baseado num tópico do Orkut (veja o tópico aqui).

Como existem muito mais filmes que usam o estilo do bêbado do que tonfas, esse novo vídeo ficou bem mais longo, mas consegui deixar a edição um pouco mais dinâmica. Já peguei as manhas do programa de edição e o próximo vídeo certamente ficará bem melhor!

OK, eu sei que ainda existem mais filmes que usam o estilo do bêbado além dos 33 que consegui compilar. Quem sabe no futuro, quando eu tomar conhecimento de outros filmes que também utilizam drunken fist, eu não refaça o vídeo?

Por outro lado, teve alguns filmes que, apesar de ter algo de drunken no título, não tem nenhuma cena de drunken fist, como Shaolin Drunkard, Drunken Tai Chi, Come Drink With Me, Drunken Dragon, entre outros. Esses, obviamente, não entraram na coletânea.

Vejam o vídeo e depois digam nos comentários o que acharam, OK?

TONFA - SHOWCASE

Na comunidade de filmes de kung fu, no Orkut, um dos membros criou um tópico onde pediu pros outros membros relacionarem os filmes de porrada que tivessem alguma luta com tonfa, também conhecida como bastão policial, uma arma branca que é muito bonita quando bem manejada, mas que é relativamente pouco usada em filmes.

Tonfa

O tópico rendeu bem (vejam aqui) e cada vez que eu via uma tonfa sendo usada em algum filme, já ia lá no tópico registrar a informação. De repente me deu uma vontade de compilar todas essas cenas e editá-las num clipe pra postar no Youtube. E foi o que fiz! Vejam o resultado abaixo.

Por ser minha primeira experiência com edição de vídeos, achei que ficou muito bom. Tem algumas imperfeições, como algumas seqüências longas demais em comparação com o resto, especialmente as duas últimas cenas, pra caber dentro do tempo da música (Stronger Than Hate, do SEPULTURA), mas nada que incomode muito.

Espero que vocês curtam.

NINJAS & DRAGONS

忍者潛龍

China/Hong Kong/Japão, 1984

Direção : Ding Cheuk-Lun

Elenco : Junya Takagi, Dong Li, Ha Ching, Suen Gen Fa, Xu Li, Song Wen Hua, Lu Yun Ling, Rong Ro Pei, Li Zhong Ru, Li Bao Cheng

Clique Para AmpliarClique Para Ampliar

A primeira metade dos anos 80 foi o auge dos filmes de ninja tanto nos EUA (onde o sensacional Sho Kosugi reinava soberano) quanto em Hong Kong, nesse último graças a obras seminais como Five Element Ninjas e Ninja In The Dragon's Den.

E aposto que muita gente (inclusive eu) se lembrou do clássico de Corey Yuen ao ver pela primeira vez a capa de Ninjas & Dragons. E não é pra menos, já que a intenção dessa co-produção chinesa/japonesa era mesmo tentar repetir o sucesso de Ninja In The Dragon's Den.

Os produtores inclusive chegaram a ter contato com o próprio Hiroyuki Sanada na esperança de que ele pudesse estrelar esse filme, mas como Sanada estava bem ocupado na época com outros projetos, o escolhido foi Junya Takagi, colega de Sanada na JAC (Japan Action Club).

Takagi é Hayate, um jovem ninja que vai à China atrás de Kinosuke, um ninja traidor responsável pela morte de seu pai. Ao mesmo tempo, um general mongol planeja invadir a fronteira da China e um grupo de patriotas tenta impedi-lo.

Os caminhos de ambos se cruzam quando Hayate descobre que o ninja traidor está envolvido com o general mongol e então ele se junta aos patriotas para combater os mongóis e vingar seu pai.

Como citei acima, Ninjas & Dragons é um filme feito na esteira do sucesso de Ninja In The Dragon's Den. A produção foi bem esforçada e conseguiu fazer um bom filme sério de ninja. Por "filme sério de ninja" entenda-se um filme sem maluquices ou bizarrices como aquelas produções trash de Robert Tai ou Godfrey Ho.

O problema é que prum filme inspirado num clássico do porte de Ninja In The Dragon's Den, ser apenas bom é muito pouco, ou seja, Ninjas & Dragons é bem inferior à obra-prima de Corey Yuen. Ninjas & Dragons é divertido e tem ótimas lutas, porém falta um pouco mais criatividade nas cenas de ação.

Fora isso, tem também o problema com os atores chineses, que aliás, são completamente desconhecidos, pelo menos pra mim. Fisicamente eles têm uma performance impecável - a luta final em que um dos heróis luta contra Kinosuke com um nunchaku em cada mão é especialmente impressionante - mas infelizmente carecem muito de carisma.

O mesmo não se pode dizer de Junya Takagi, que merecia muito mais tempo em cena do que lhe é oferecido. Infelizmente seu personagem passa grande parte do filme como prisioneiro do general mongol, sem espaço pra poder exibir seu talento.

Porém, quando lhe é dado espaço, Takagi brilha mais do que qualquer outro no filme! Bonitão e com carisma de sobra, Takagi provou ser a escolha mais acertada pra substituir Sanada, pois além da boa aparência, suas habilidades nas artes marciais são tão boas - se não melhores - quanto as de Sanada.

Curiosamente, não obstante ser uma co-produção entre China, Hong Kong e Japão, Ninjas & Dragons é até hoje inédito no Japão. Mesmo no resto do mundo esse filme teve distribuição tão restrita que era considerado um filme extremamente raro, até que há uns dois anos atrás a Rarescope (o mesmo selo que lançou o ótimo The Dream Sword) resgatou do limbo uma cópia widescreen em bom estado de conservação e lançou em DVD na Europa e nos EUA.

Embora Ninjas & Dragons não seja lá tão bom quanto Ninja In The Dragon's Den, é um filme de ninja bem decente que vale uma cuidadosa conferida, nem que seja apenas pra confirmar aquilo que afirmei acima sobre Junya Takagi.

Nota : 6,5

Confiram abaixo o trailer original que acabei de postar no Youtube:

E uma das ótimas cenas de luta não-ninja do filme, também postado por mim:

Curiosidades

Depois de lerem os meus elogios ao astro do filme, muitos devem estar perguntando : "Ué? Se ele é tão talentoso assim, porque não ficou tão famoso quanto Hiroyuki Sanada?". Reconheço que eu também me questionei sobre isso e, ao pesquisar na internet, descobri que Takagi teve uma carreira bem insólita!

Nascido em 15 de julho de 1965, Junya Takagi se matriculou na JAC em 1981. Em 1983 ele estreou na TV japonesa com a série de ação Maken! Kung Fu Chan, que durou de janeiro a março, e sua continuação, Gekitou! Kung Fu Chan, que foi exibida entre abril e setembro do mesmo ano. A série fez grande sucesso na época e revelou Takagi como um dos talentos mais promissores desde Sanada.

Nesse mesmo ano Takagi ainda participou da versão live-action pra cinema do mangá/anime Iga No Kabamaru, ao lado de Hikaru Kurosaki (Jaspion) e do próprio Sanada, além de participações especiais de outros nomes famosos da JAC como a musa Etsuko "Sue" Shihomi, Kenji Oba e até Sonny Chiba. Quem tiver esse filme entre em contato comigo!!!!!

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No ano seguinte, aos 19 anos de idade, Takagi filmou Ninjas & Dragons na China, onde sofreu um acidente que mudou o rumo de sua carreira. Durante as filmagens ele feriu seriamente o pé, o que talvez explique sua participação relativamente reduzida no filme. Ele ainda tentou seguir carreira em filmes de ação dirigindo, escrevendo e atuando no filme Bad History, em 1990, mas o seu pé continuava doendo muito devido às seqüelas do ferimento mal curado e decidiu mudar de profissão.

No começo dos anos 90 Takagi virou jornalista e fez fama ao investigar o submundo da Yakuza, publicando reportagens polêmicas. Em 1999 ele se canditou e foi eleito deputado da província de Fukuoka. Em 2003 ele se candidatou novamente mas não conseguiu ser reeleito. Então, em 2004, já com o pé completamente recuperado, ele escreveu, dirigiu e protagonizou os filmes Ryujin(龍神)-Legendary Dragon 1 e 2, baseados nas suas investigações sobre a Yakuza.

Capa dos DVD's de Ryujin-Legendary Dragon 1 e 2

Ao que consta, parece que ele é também instrutor de caratê da polícia de Tóquio!!!

Cena de Ryujin-Legendary Dragon

Ah, antes que eu me esqueça, nos anos 80 Takagi também foi cantor, chegando a lançar alguns singles e álbuns com músicas-temas da série Kung Fu Chan e outros.

Capa dos LP's lançados por Junya Takagi nos anos 80.

Versátil o sujeito, não?

THE FORBIDDEN KINGDOM

DVD Japonês Em Pré-Venda

O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom), a tão comentada super-produção juntando os dois maiores astros de filmes de kung fu de todos os tempos, Jackie Chan e Jet Li, estreou nos cinemas japoneses no dia 26 de julho, um mês antes de estrear no Brasil.

Por outro lado, no Brasil o DVD (simples e aparentemente pelado de extras) vai ser lançado no dia 19 de novembro, mais de 2 semanas antes do Japão, onde o DVD (duplo, com luva externa e livreto colorido) será lançado somente no dia 5 de dezembro.

O pobre DVD brasileiro e o caprichado DVD japonês

Assim como o DVD de Shaolin Girl (que já recebi na quarta-feira, obrigado), quem comprar o DVD de The Forbidden Kingdom (que no Japão foi rebatizado de The Dragon Kingdom) pelo site Amazon.jp ganha 24% de desconto, ou seja, de 3,990 ienes o preço cai pra 3,092. Obviamente o meu já está encomendado.

Acredito que os leitores estão curiosos quanto à minha opinião sobre esse filme, certo? Eu já tinha baixado esse filme desde que uma versão screener caiu na net no dia seguinte ao lançamento nos EUA em meados de abril, mas estava aguardando a estréia nos cinemas japoneses pra poder assistir novamente, dessa vez na telona, pra só aí publicar uma resenha no ASIAN FURY. Fui ao cinema no começo de agosto, mas antes que eu pudesse escrever qualquer coisa, tive aquele acidente no dia 7 do mesmo mês. Depois disso, perdi completamente a inspiração pra comentar sobre esse filme e ficou por isso mesmo. Agora, aproveitando o lançamento em DVD, darei as minhas considerações de forma concisa.

Da mesma forma como eu nunca tive vontade de ver uma produção juntando Stallone com Schwarzenegger, eu não queria que fizessem um filme juntando Jet Li e Jackie Chan de jeito nenhum! Quando anunciaram que o tão "aguardado" projeto seria uma produção hollywoodiana dirigida pelo mesmo cara que dirigiu Stuart Little, não tinha como não torcer o nariz!!!! Eu tinha a mais absoluta certeza de que Forbidden Kingdom seria um dos maiores lixos da carreira de ambos. Provavelmente por causa disso eu achei esse filme tão bom!

Descontando alguns excessos desnecessários no uso de cabos (apesar desse recurso ter sido bem menos usado do que eu imaginava) as coreografias de Yuen Woo Ping são ótimas, como quase sempre. Os efeitos em CG estão de acordo com o contexto fantasioso do filme e não me incomodei. Apesar da luta entre Jet e Jackie ser muito boa, a melhor luta do filme é indiscutivelmente aquela no restaurante, onde a coreografia é puro Jackie Chan.

Talvez eu tenha julgado mal Rob Minkoff injustamente, pois por todas as citações de filmes clássicos de kung fu jogadas ao longo do filme, ele parece ser um grande fã e conhecedor do gênero. Eu não gostei mesmo foi do protagonista Michael Angarano, que só conseguiu me despertar raiva com aquela cara de tonto, apesar da boa atuação física na seqüência final.

Resumindo, The Forbidden Kingdom é divertido, não exagera na comédia e tem boas lutas. Como devem ter percebido, minhas palavras não foram muito diferentes das de outros colegas blogueiros. Talvez por isso eu tenha perdido vontade de comentá-lo no ASIAN FURY.

Abaixo, duas versões do cartaz japonês com o título The Dragon Kingdom, a da esquerda escrita em inglês e a da direita em katakana (ドラゴン キングダム), um dos alfabetos japoneses comumente usados pra se escrever palavras estrangeiras. Clique nas imagens para ampliá-las.

Clique Para AmpliarClique Para Ampliar

Curiosamente, na capa do DVD japonês está escrito The Forbidden Kingdom mesmo.

THE CLOSE ENCOUNTER

OF VAMPIRE

(aka DRAGON VS. VAMPIRE)

殭屍怕怕

Hong Kong, 1986

Direção : Yuen Woo Ping

Elenco : Yuen Cheung Yan, Leung Kar Yan, Yuen Shun Yi, Chris Yen, Yuen Yat Chor

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De todos os filmes que Yuen Woo Ping dirigiu desde a sua estréia na função em Punhos De Serpente (Snake In The Eagle's Shadow), o filme de hoje é certamente o mais raro e obscuro. Confesso que eu mesmo só fui conhecer esse filme quando pesquisei sobre a carreira de Chris Yen, irmãzinha de Donnie Yen, que teve em The Close Encounter Of Vampire a sua estréia no cinema.

Esse filme é tão raro que talvez uma das únicas versões existentes no mundo seja o VHS japonês, raríssimo por ter sido lançado há mais de 20 anos atrás. Até mesmo nos sites oficiais da Chris Yen (na verdade o site provisório, pois o oficial ainda está em construção) e Leung Kar Yan só têm disponível a capa desse VHS japonês, nada de poster original ou capa do VHS chinês.

The Close Encounter Of Vampire foi uma tentativa de Yuen Woo Ping pegar carona na onda de filmes de zumbis saltitantes (os famosos "kyonshi", como ficaram conhecidos entre fãs do mundo todo) que pipocaram na segunda metade da década de 1980. Muitos leitores inclusive já devem ter percebido a malandragem do título: uma simples combinação dos nomes das 2 obras-primas que definiram o gênero, The Close Encounter Of The Spooky Kind (ou simplesmente Spooky Encounters), de Sammo Hung e o excepcional Mr. Vampire, de Ricky Lau.

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Spooky Encounters  &  Mr. Vampire

Em uma vila isolada na China, os mortos são enterrados mas não perecem (ou não apodrecem, pra vocês entenderem melhor). Pra esses cadáveres não se transformarem em kyonshis é necessário realizar a cada 50 anos uma cerimônia taoísta de "limpeza" de maus espíritos. Durante a tal cerimônia, o atrapalhado assistente do sacerdote comete um erro e esquece de "limpar" um túmulo, despertando mais tarde um furioso kyonshi e seu pequeno filho (!!!).

Kyonshi pai e kyonshi filho

Leung Kar Yan é uma espécie de Van Helsing chinês, um exterminador de kyonshis itinerante que descobre pegadas suspeitas na estrada e vai imediatamente alertar a povo local sobre a ameaça de um ataque de kyonshi. O sacerdote taoísta da vila (Yuen Shun Yi) recusa-se a acreditar no aviso, já que a cerimônia de "limpeza" foi realizada e não haveria motivo pra um kyonshi andar à solta. Leung não desiste e vai à caça do kyonshi sozinho.

Vocês devem estar se perguntando onde entra a Chris Yen nessa estória, certo? Ela é a discípula mais velha entre os discípulos mirins de um mestre de kung fu (Yuen Cheung Yan) que ganha a vida com apresentações de ópera chinesa. Por um acaso do destino, essas crianças fazem amizade com o filho do kyonshi sem terem a mínima noção do perigo. Eles chegam até a defender o kyonshi júnior do ataque do exterminador Leung. Mas no final todos juntam forças pra combater o kyonshi pai, que é realmente muito feroz.

Depois de ter lido a entrevista de Chris Yen no site Kung Fu Cinema em 2004, onde ela conta como as filmagens eram uma loucura, com Yuen Woo Ping gritando com todos no set num regime de treinamente praticamente militar, pensei que sua participação fosse maior, com várias cenas de luta. Imaginem a minha decepção ao perceber que as únicas cenas onde Yen exibe suas habilidades físicas são essas do video abaixo.

Sendo esse filme um clone descarado do grande hit Mr. Vampire (e também de Mr. Vampire 2, já que aqui temos até uma criança kyonshi), e conhecendo as insanidades já realizadas pelo Clã Yuen nos mais do que criativos Shaolin Drunkard e Miracle Fighters, imaginei que The Close Encounter Of Vampire fosse um clone tão bom quanto outros clones excelentes como Thunder Cops, Magic Cop e até Spooky Encounters 2. Infelizmente não é.

A impressão que tive é que o Clã Yuen gastou quase toda a criatividade nos filmes anteriores e sobrou poucas boas idéias pra se usar aqui. Claro que tem algumas idéias interessantes aqui e acolá, principalmente nas confusões em que Leung se mete ao tentar combater o kyonshi sozinho, mas no geral esse filme carece um pouco daquelas desesperadas e hilariantes seqüências de perseguição que caracterizam o gênero. A graça desse tipo de filme é quando as pessoas comuns precisam fugir de kyonshis e o sacerdote taoísta (quase sempre interpretado pelo saudoso Lam Ching Ying) aparece com um feitiço novo pra combatê-los. Mas no caso desse filme, tanto o exterminador quanto o sacerdote são tão medrosos e trapalhões, que as cenas onde encaram os kyonshis se resumem a gritarias e correrias pouco inspiradas.

Pode ser que eu esteja sendo rigoroso demais ao avaliá-lo de forma tão desfavorável, afinal The Close Encounter Of Vampire não é exatamente um filme ruim. Na verdade é até agradável e divertido em alguns momentos. O problema é que os outros filmes de kyonshi são bem mais divertidos. Agora eu entendo por quê esse filme é tão obscuro.

Nota : 6.0

Curiosidades

O termo kyonshi usado entre os fãs do gênero é na verdade a pronúncia japonesa (キョンシー) do cantonês keung sze (pronuncia-se "kyonsí", e em caracteres chineses se escreve 殭屍, que significa "cadáver rígido"). Acredito que o motivo pela qual a pronúncia japonesa tenha sido adotada internacionalmente é que em nenhum outro país esse gênero fez tanto sucesso quanto no Japão. Além de Mr. Vampire, o sucesso mais estrondoso no Japão foi uma série de filmes taiwaneses chamado Hello Dracula, protagonizados pela heroína taoísta mirim Tenten (Shadow Liu), que gerou até uma série de TV que foi uma febre entre a criançada. O vídeo abaixo (infelizmente, só pra quem entende japonês) mostra muito bem o sucesso no Japão na época.

 

O sucesso da personagem Tenten foi tão retumbante que a atriz taiwanesa Shadow Liu desenvolveu uma carreira sólida no Japão desde o fim dos anos 80, onde estrelou comerciais, gravou CD's (inicialmente como cantora-solo, posteriormente com o grupo Kuro Buta All Stars), lançou um livro de fotos e foi apresentadora de programas de variedades na TV japonesa. Atualmente é atriz contratada dos estúdios Shochiku, mas ela ainda participa esporadicamente de novelas taiwanesas. Mais informações nos fansites da Tenten, da Shadow Liu e em seu blog oficial.

Shadow Liu

Não tenho certeza qual foi o primeiro filme sobre kyonshis produzido em Hong Kong, mas acredito que o primeiro filme a misturar kyonshis com kung fu tenha sido Spiritual Boxer Part 2 (ou The Shadow Boxing) dirigido por Lau Kar Leung em 1979. A clássica co-produção Hammer/Shaw Bros de 1974, A Lenda Dos 7 Vampiros (Legend Of The 7 Golden Vampires), não conta, pois além dos zumbis/vampiros chineses desse filme serem bem diferentes dos clássicos kyonshi, não tem a presença de nenhum sacerdote taoísta pra combatê-los.

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The Spiritual Boxer Part II  &  Legend Of The 7 Golden Vampires

A idade correta de Chris Yen é uma incógnita, pois não existe registro do seu ano de nascimento em nenhuma página da internet. Apesar dessa carinha de adolescente, certamente já deve estar na casa dos 30, mas ela espertamente omite o ano de nascimento em seu site oficial.

Deduzo que ela deva ter no mínimo uns 34 anos de idade, pois em The Close Encounter Of Vampire, que é de 1986, ela aparentava ter uns 12 ou 13 anos. Não seria exagero nenhum, visto que Donnie Yen já tem 45. É pouco provável que eles tenham muito mais do que 10 anos de diferença.

Falando em Donnie Yen, ele chegou a ajudar na coreografia da irmãzinha no filme. Vejam abaixo algumas fotos dos bastidores de The Close Encounter Of Vampire que peguei do site provisório da Chris Yen, ligado ao site oficial do irmão.

GRANDE ESTRÉIA

NOS CINEMAS JAPONESES

Amanhã, dia 1 de novembro, estréia em todo Japão o aclamado épico do grande John Woo, Red Cliff.

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Praticamente todos os meus amigos admiradores de cinema asiático já tem uma cópia desse filme, mas eu resolvi esperar um pouco pra ter o prazer de vê-lo no cinema em toda a sua glória original!

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Apesar de atualmente eu ter todo o tempo livre do mundo pra conferir logo esse filme, eu só irei ao cinema na quinta feira pois é dia de promoção e os ingressos custam quase a metade do preço!!! Por enquanto fiquem só com os scans em alta resolução dos folhetos de divulgação. É só clicar nas imagens para ampliá-las.

E não deixem de ler as ótimas críticas dos meus amigos Heráclito Maia e Jorge Soares.

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